300 Trabalhadores despedidos pela Sonangol manifestam-se dia 23 de Novembro

Os mais de trezentos colaboradores da SONAGOL, despedidos em 2018, em diferentes áreas como lubrificantes, enchimentos, transporte, produção de gás, base logística e outras, vão manifestar em Luanda à 23 deste mês, para exigirem reenquadramento e indeminizações , passado dois anos. Distribuidora estatal em Silêncio .

Gabriel Ngunza

Repórter Angola

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Em causa do protesto dos colaboradores que trabalharam entre 15 a 20 anos, está o procedimento tido pela petrolífera estatal que, segundo os lesados, foram despedidos injustamente, sem indeminização, aviso prévio e, alguns viram o contrato desvinculado enquanto estes se encontravam de férias.

Neste momento exigem os seus direitos, como reparação dos danos e o reenquadramento dos mesmos, informaram ao Repórter Angola, o colectivo de Ex-funcionários das Bombas de abastecimentos de combustíveis.

Segundo a comissão dos lesados, durante estes 15 a 20 anos,  os trabalhadores tinham o contrato por tempo determinado com a SONANGOL e, de efectivo na empresa prestadora de serviço onde estavam vinculados, mas pela força do Decreto Presidencial, número 31/17 de 22 de fevereiro, sobre cedência temporária dos trabalhadores, que defende a transição automática, passados três anos, os mesmo deixaram de ser efectivos da empresa onde trabalhavam e, cabia a SONANGOL, os contratar, o que nunca chegou a acontecer.

“os anos foram passando, de 3 para 15 a 20 anos, até que em 2018, sem justa causa e tão pouco indeminização, fomos despedidos” conta Miguel António um dos lesados.

A comissão dos queixosos afirma que fez todas as tentativas para dialogar, chegando mesmo a escrever para o Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, mas sem sucesso.

Os manifestantes que já notificaram a polícia e o Governo Provincial de Luanda, vão manifestar-se 23 de Novembro, pelas 10h, defronte ao edíficio sede da SONANGOL, onde muitos deles trabalharam por longos anos, exigindo a indeminização e o reenquadramento.

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