Vítima de atropelamento e vice-presidente da UNITA em disputa

O caso do atropelamento de um homem por um dos vice-presidentes da UNITA, Simão Albino Dembo, poderá terminar em tribunal devido a desacordos sobre o apoio e financiamento do tratamento da vítima.

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VOA

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Há pouco mais de um ano, Dembo esteve envolvido num acidente no Caxito no Bengo em que duas pessoas morreram e uma outra, Eduardo Filipe, ficou ferido.

Este argumenta que desde então tem encontrado entraves ao tentar obter apoio daquele destacado membro da UNITA: “Depois de sair do hospital Maria Pia tentei contactá-lo aqui na sede provincial do seu secretariado mas, sem êxito”, disse.

“Disseram-me que não era possível falar com ele em função do estatuto do mesmo”, acrescentou Filipe que disse que posteriormente contactou o próprio Dembo “em Viana mas também sem êxito”.

“Pelo contrário, pior do que ter êxito foi uma vergonha que me fez passar, bastante arrogante”, acrescentou.

Eduardo Filipe disse ainda que a UNITA se tem recusado a pagar um milhão de kwanzas para material usado no tratamento do seu pé, oferecendo-se para pagar apenas 80%.

“Eu várias vezes disse que não precisávamos de valores, só precisamos de material. Que eles comprassem o material e a gente iria ao médico”, acrescentou.

Reagindo às declarações de Eduardo Filipe, o advogado do deputado Simão Dembo refutou as mesmas, dizendo que em momento algum o vice-presidente do Galo Negro negou prestar apoio ao jovem Eduardo Filipe. Pedro Cangombe entende que o acusador não tem colaborado para a resolução do seu problema.

“Eduardo não se ajuda a si mesmo. Nós inclusive disponibilizámos um carro. Sempre que tivesse que vir a Luanda em tratamento, o carro ia lá lhe buscar mas tem havido muita controvérsia no meio disso tudo”, disse o advogado que no que diz respeito ao valor requerido disse que “fez-se o envio de 300 mil kwanzas para conta do Eduardo e o Eduardo nunca mais disse nada”.

“Temos agendado um encontro com o pai do Eduardo mas, o que vamos dizer ao pai do Eduardo é que de facto se continuar assim, então é melhor o processo ir a julgamento”, acrescentou.

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