UNITA diz estar preocupada com atos de intolerância política em Angola

A UNITA, maior partido da oposição angolana, manifestou preocupação com atos de intolerância política, que ocorrem pelo país contra cidadãos críticos ao regime e ações "pouco éticas" contra o líder desta formação política.

Daniel

Repórter Angola

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O Maior partido na Oposição em Angola, UNITA diz em comunicado enviado ao Repórter Angola que está preocupado com intolerância politica no País que visa “combater até à exaustão” o presidente do partido, Adalberto Costa Júnior.

Em causa está uma notícia divulgada pelo semanário Novo Jornal, que dá conta do referido plano, que admite a movimentação de arsenal partidário, que tem como principal alvo Adalberto Costa Júnior, com recurso à invasão da esfera privada do líder da UNITA.

A posição do partido que governa Angola consta, segundo o semanário angolano, de um estudo denominado “posicionamento Estratégico do MPLA para o reforço da sua afirmação no cenário político atual face aos adversários políticos na oposição”, que coloca Adalberto Costa Júnior como novo líder da oposição aos camaradas, cuja pesquisa recomenda que seja “vigiado e combatido até à exaustão”.

“Face à sua gravidade, o Comité Permanente da Comissão Política alerta a opinião pública nacional e internacional para o perigo que este horrendo plano do MPLA representa para a vital estabilidade política e social em Angola”, refere-se no comunicado da UNITA.

Para a segunda maior força política de Angola, o plano revela “a impreparação do MPLA para uma competição política saudável, num ambiente democrático e o seu apego ao poder, por meios não previstos na Constituição da República, através da subversão das instituições do Estado, como é o caso da Comissão Nacional Eleitoral, dos tribunais e da corrupção política e eleitoral”.

De acordo com a nota, o constante envolvimento dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado em ações de aliciamento e compra de consciências a favor do partido no poder, é outra flagrante violação dos direitos dos cidadãos, inadmissível, 28 anos depois da institucionalização do Estado democrático em Angola.

“O Comité Permanente conclui que os atos de intolerância política que ocorrem amiúde pelo país contra cidadãos críticos ao regime e agora reforçados com a intenção de desencadear ações pouco éticas contra o presidente Adalberto Costa Júnior, são também reveladores do caráter ditatorial e exclusivista do MPLA”, refere-se no documento.

Tais atos, para o maior partido da oposição, indiciam também o desespero do MPLA face ao crescimento da consciência dos cidadãos agastados pela má governação do país desde 1975 pelo mesmo partido.

“O Comité Permanente exorta os militantes, simpatizantes, amigos e os cidadãos angolanos em geral, a manterem-se serenos, vigilantes e a não responder às provocações perante as manobras de quem sempre recorreu à violência para se perpetuar no poder”, frisa-se na nota.

Com os holofotes focados no combate eleitoral em 2022, o partido que sustenta o Governo admite cenário de «estabelecer social» que pode colocar em risco o seu poder.

Posicionamento estratégico de reforço da afirmação no cenário político, prevê movimentar «arsenal» partidário e tem como principal alvo o líder da UNITA. Plano não descarta, entretanto, o recurso à invasão à esfera privada do adversário.

Um estudo realizado sob égide do Comité Central (CC) do MPLA e carimbado pelo Secretariado do seu Bureau Político (BP), coloca o nome de Adalberto da Costa Júnior, presidente da UNITA, como o novo líder da adaptado aos camaradas , para quem a pesquisa recomenda que seja “vigiado e combatido até à exaustão”, e classifica Abel Chivukuvuku, cujo capital político – com a saída conturbada da CASA-CE e o processo de criação de uma nova formação partidária encravado no Tribunal Constitucional – como ” fragilizado “, apurou o Novo Jornal mediante um documento a que teve acesso através de um alto dirigente do Kremlin.

Na pesquisa, intitulada Posicionamento estratégico do MPLA para o reforço da sua afirmação no cenário político face real aos adversários políticos na identificação, o MPLA não fixa limites no plano ético às frentes que visam fragilizar, através da ação que mobilizará toda a sua «máquina» partidária, os adversários tidos como correção à manutenção do seu poder.

Foco da pesquisa, Adalberto domina, assim, como 33 páginas do documento estratégico de reposicionamento político dos camaradas em face da atual conjuntura social, econômica e político do País, um contexto descrito pela pesquisa como passível de dar lugar à “prevista e indignação social” e ao surgimento de “novos revus”.

O estudo, estampado na parte frontal com dados de 2020, é o resultado da correspondência, em todo o País, de dezenas de experts, entre jornalistas seniores, cientistas políticos, formadores de opinião (fazedores de opinião), professores universitários e políticos.

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