Rui Falcão exige indemnização de mais de 1 bilhão ao jornalista Francisco Rasgado

Porta-voz do MPLA e antigo governador de Benguela, Rui Falcão exige indemnização milionária ao Jornalista Francisco Rasgado que denunciou actos de corrupção durante o seu consulado nas terras das acácias rubras.

Jonas Pensador

Repórter

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O julgamento de Francisco Rasgado, jornalista e Director do site Chela Press, começou esta terça-feira 27, no  Tribunal provincial de Benguela. O

jornalista esta indiciado no crime de difamação e abuso à autoridade pública, numa participação feita pelo antigo governador, Rui Falcão, actual secretário da informação do MPLA.

A defesa de Rui falcão pediu de indemnização 1 bilhão  338 milhões e 754 mil kwanzas, por alegado crime de injúria e difamação.

Segundo a defesa de Rui Falcão Secretário da  Informação do MPLA, a indemnização foi calculada com base no valor do “KIT” de máquinas do governo, alegadamente desviado para a empresa CCJ, avaliado em 2 milhões e 654 mil 78 dólares.

Francisco Rasgado de 64anos, detido na sexta-feira, 23 de Abril, por ordem do Tribunal de Comarca de Benguela, foi libertado esta segunda-feira e apresentou-se em tribunal.. Francisco Rasgado, jornalista, director e fundador do jornal Chela Press.

O jornalista angolano Francisco Rasgado, detido na sexta-feira, 23 de Abril, por ordem do Tribunal de Comarca de Benguela, foi libertado esta segunda-feira e apresentou-se  em tribunal nesta terça-feira.

O tribunal da Comarca de Benguela ordenou a libertação do jornalista depois de ter sido apresentada uma justificação quanto à sua ausência em tribunal.

“O jornalista foi solto e está indiciado no crime de difamação e abuso à autoridade pública, numa participação feita pelo antigo governador, Rui Falcão, actual secretário da informação do MPLA, partido no poder”, descreve o presidente do Sindicato dos jornalistas de Angola, Teixeira Cândido.

O processo judicial foi movido pelo antigo governador de Benguela Rui Falcão, em reacção a uma matéria publicada pelo jornalista na qual denunciou a existência de um eventual esquema que envolveu “desvios de máquinas compradas com dinheiro público”, e que terão sido entregues pelo governador “a um empresário”.

“Se ele apenas denunciou o acto corrupto e, por conta disso, é detido, isto é uma arbitrariedade, porque não existem requisitos para a sua prisão, não se percebe o porquê”, considerou na sábado, 24 de Abril, o advogado de Francisco Rasgado.

 

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