Projecto MUN apresenta mais de oito mil assinaturas para sua legalização

A comissão instaladora do projecto político em fase de legalização, Movimento de União Nacional (MUN), realizou, na tarde desta quinta-feira, 25, uma conferência de imprensa, em Luanda, onde fez o balanço sobre o andamento do processo de recolha de assinaturas efectuadas por todo país. Segundo o vice-coordenador geral do MUN, Kumuelo Sebastião, foram recolhidas mais de oito mil assinaturas em todo território nacional, que serão remetidas nos próximos dias às administrações municipais.

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CK

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Na ocasião, o vice-coordenador geral fez saber que apesar de terem conseguido recolher o número superior exigido pelo Tribunal Constitucional (TC), os responsáveis destacados em todos os municípios do país continuam a trabalhar na recolha de assinaturas.

“Damos a conhecer que o MUN conseguiu recolher as assinaturas em todas as províncias, que são mais de oito mil subscrições”, disse e realça que apesar de terem conseguido este feito, “não demos por encerrado o processo de recolha”.

Com  menos de um mês do fim prazo de seis meses dado pelo Tribunal Constitucional para recolha de assinaturas devidamente reconhecidas nas administrações e posteriormente serem remetidas junto ao gabinete dos partidos políticos do TC, Kumuelo Sebastião apela aos responsáveis das administrações municipais a serem céleres no deferimento das declarações de residências, face às várias relações que as demais comissões instaladoras têm levantado.

“Os responsáveis do MUN vão dar entrada nos processos na próxima semana nas administrações locais, desde já , apelamos o bom senso dos servidores públicos na celeridade dos dossiers, porque o TC trabalha com prazo”, disse.

O MUN solicitou, através de uma carta ao TC, para prorrogação do prazo de entrega das subscrições junto deste tribunal eleitoral.

“O nosso prazo de entrega termina no dia 15 de Março deste ano, mas já solicitamos ao TC, para a sua prorrogação, face à situação que se vive hoje da pandemia da covid-19, que nos dificultou muito, e aguardamos pelo deferimento do tribunal sobre esta prorrogação”, frisou.

Retaliações

Sebastião denunciou que um dos responsáveis desta comissão instaladora no município de Ambuíla, no Cuanza Norte, tem sofrido retaliações por parte das autoridades locais, por ter aderido ao MUN, e por estar envolvido no processo de recolha de assinaturas. Kumuelo também garante que, apesar disso, o processo tem decorrido sem nenhum obstáculo.

O vice-coordenador do projecto político fundado pelo Karl Manuel Mponda, actualmente residente nos EUA,  garante que, caso sejam legalizados, terão condições de concorrer às próximas eleições.

“O MUN tem condições para concorrer às próximas eleições porque até aqui, o nosso objectivo é solucionar os problemas pelos quais passam o povo angolano, desde 1975. Este é o objectivo da criação do MUN”.

O Movimento de União Nacional mantém-se confiante na sua legalização, segundo o seu coordenador, desde 2010, ano em que foi fundado este projecto político, têm feito regularmente o diagnóstico e leitura desde os partidos na oposição, o partido no poder e até do povo, dá-lhes a certeza que não terão constrangimentos na legalização do seu partido, aguardando somente que o TC, faça a sua parte, porque segunte ele, o “MUN vai cumprir com todos requistos exigidos por lei”.

“Este é desejo de todos os munistas, em concorrer nas próximas eleições gerais. O grande sonho é de repensar Angola e devolver à pátria a sua grandeza e isso só vai se efectizar com o MUN no poder”, finalizou.

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