Polícia do Huambo ataca membros da JURA e cerca CASA BRANCA por tentativa de vigília

Dezenas de Jovens que Em solidariedade e num silêncio entrecortado pelo apelo "Liberdade já", foram esta noite agredidos e feridos pela Polícia Nacional do Huambo, que dispersou a vigília convocada pela JURA Braço Juvenil da UNITA e a JURS do PRS. o Repórter Angola, testemunhou a perseguição dos militantes destes partidos até as instalações da UNITA que foi invadido pela PNA. entre os 12 feridos graves, consta o secretario da JURS no Huambo.

Jonas Pensador

Repórter Angola

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A Polícia Nacional na provincia angolana do Huambo, dispersou com agressões e ferimentos graves a cinco dezenas da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA) no Huambo que tentou promover, esta noite de Quarta-Feira 28, uma vigília no Largo do Pica Pau, com o objectivo de exigir a soltura dos mais de 90 manifestantes detidos no passado sábado, em Luanda.

Correspondente do Rep+orter Angola no local, relata que neste momento “a casa Branca deixada pelo Líder Fundador Jonas Savimbi, já se encontra cercada com mais de 120 elementos da Policia de Intervenção Rapida que a todo custo luta para retirar os jovens do interior”

o secretário municipal do braço juvenil da UNITA no Huambo, Monteiro Eliseu, foi agredido e ferido juntamente com o Secretario da JURS dos Renovadores Sociais.

A polícia nacional está a ser acusada de atacar a sede da UNITA no Huambo com tiros, no início da noite de hoje, 28 de Outubro, com o objetivo de frustrar a realização de uma vigília que seria realizada no Jardim da Cultura, os participantes pretendiam se solidarizar e pedir a liberdade dos 100 cidadãos detidos na manifestação realizada no sábado passado, 24 de Outubro, em Luanda.

«(…) A Casa Branca da UNITA no Huambo está a ser atacada a tiros pela polícia do Huambo, em consequência da vigília prevista pela JURA, no Jardim da Cultura», explicou um dos participantes.

O julgamento que  decorre no Tribunal Provincial de Luanda (TPL), no Palácio Dona Joaquina, à porta fechada e sem dar acesso aos órgãos de comunicação social.

Ao que tudo indica, o julgamento de cerca de 100 pessoas, vai decorrer a uma média de 20 pessoas por dia, o que fará com que se arraste por toda a semana. A maioria dos detidos será acusada de crimes de ofensas corporais e de danos materiais e destruição de bens.

Numa carta dirigida ao administrador municipal do Huambo, Joka Figueiredo, o secretário municipal do braço juvenil da UNITA no Huambo, Monteiro Eliseu, informou que diariamente irão realizar uma vigília, das 16h às 22h, em forma de protesto contra a detenção dos 103 activistas, até que os mesmos estejam em liberdade.

“De realçar que a vigília só terminará assim que soltarem os jovens detidos”, diz o documento com a data de hoje, que foi, igualmente, enviado com cópia ao comandante municipal do Ministério do Interior, ao delegado municipal do SINSE e ao juiz presidente do Tribunal Provincial do Huambo.

Em Luanda, a polícia angolana proibiu a presença de pessoas nas proximidades do tribunal onde decorre o julgamento de 103 manifestantes, detidos no sábado, devido a atos de vandalismo registados na terça-feira.

Segundo o porta-voz do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, Nestor Goubel, no início da noite de terça-feira, um grupo de cerca de 300 manifestantes e apoiantes que se encontravam nos arredores do Tribunal Provincial de Luanda protagonizaram um conjunto de atos de vandalismo.

O porta-voz policial disse que foi na rua Major Kanhagulo que os suspeitos cometeram atos de desacato, arremessaram pedras, quebraram vidros e danificaram as instalações de duas empresas, nomeadamente Endiama e Finibanco, além de impedirem a circulação do trânsito naquelas cercanias.

“Houve atos de pilhagem, houve a tentativa de retirar as barreiras metálicas da polícia por parte destes manifestantes, uma atitude reprovável. A polícia teve que tomar medidas para conter os ânimos destes manifestantes”, referiu.

O responsável policial explicou que os efetivos da ordem e segurança conseguiram conter as ações dos manifestantes, sublinhando que os cidadãos podem reclamar os seus direitos “sem beliscar o direito de terceiros”.

“O que se assistiu ontem [terça-feira] foi autêntica pilhagem, desacato, assuada, que de alguma forma terão criado danos avultados, ainda não calculados”, frisou.

De acordo com Nestor Goubel, em função da “atitude reprovável” e deste “comportamento menos cívico, não se vai permitir que hajam aglomerados nas cercanias do tribunal”.

“Hoje o nosso dispositivo dos efetivos estarão no máximo da sua força, para impedir estes aglomerados, uma vez que já ficou provado que estes aglomerados estão a produzir muitos danos, não só aos transeuntes, mas também ao património público, daí a necessidade de nós controlarmos esse tipo de situações”, salientou.

Um grupo de 103 manifestantes detidos pela polícia, na sequência da tentativa de uma manifestação no sábado, está a ser julgado desde segunda-feira, sob um forte aparato de segurança.

No exterior do tribunal mantém-se um grupo de apoiantes, exigindo liberdade para os seus companheiros, através de palavras de ordem e cartazes, entrando por vezes em confronto com os polícias.

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