PGR pede levantamento das Imunidades de Aldina da Lomba Ex- Governadora de Cabinda

A Assembleia Nacional já foi notificada pela Procuradoria Geral da República (PGR) para o levantamento das imunidades dos deputados da bancada parlamentar do MPLA, Higino Carneiro e Aldina da Lomba, para que, no âmbito de processos-crime que decorrem os seus trâmites, possam responder às respectivas acusações, para serem entregues ao Ministério Público para os devidos efeitos, adiantou uma fonte da PGR

Jonas Pensador

Repórter Angola

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À semelhança de Manuel Rabelais, cujo julgamento decorre desde o dia 09 de Dezembro no Tribunal Supremo, chegou a vez de Higino Carneiro e Aldina da Lomba seguirem o mesmo caminho, havendo, entretanto, muitos outros delapidadores do erário público que aproveitaram-se dos cargos que exerciam para desgraçar o país que devem, igualmente, prestar contas à justiça.

Ex-Governadores de Luanda e Cabinda,
são acusados de peculato, nepotismo, tráfico de influência, associação criminosa, branqueamento de capitais e muito mais, têm merecido alguma “benevolência”, mesmo em face da gravidade dos seus crimes de lesa-pátria e que se consubstanciam como crimes de alta traição contra o país.

Tal situação tem criado no meio social angolano algumas convulsões e os cidadãos, bastante agastados, também pelos apertos em que estão a viver, em grande medida por culpa de dirigentes que desgraçaram o país roubando as riquezas nacionais em proveito próprio, exigem que as autoridades, no domínio do tão propalado combate à corrupção, apliquem de facto a justiça.

Nesta esteira, a PGR tem sido apontada de usar “dois pesos e duas medidas” no tratamento de processos, “apertando” uns e “aliviando” outros, alegadamente por “conveniências” e “ordens superiores”, mas inclusive, porque acredita-se que alguns funcionários seus sejam acusados de receber supostos subornos para facilitar e até isentar alguns indivíduos dos crimes que cometeram, sendo que muitos já fugiram do país, não obstante as medidas de coação a que estavam sujeitos.
Por estes e outros motivos, diante da crítica avaliação da opinião pública, Manuel Rabelais ficou sem “imunidade” e o mesmo tem que acontecer com os demais que estão nas mesmas condições.
Segundo os cidadãos, o Parlamento da Nação Angolana não pode ser guarida de bandidos, gatunos e corruptos da pior espécie, sob a capa de deputados seja lá de que partido for, para que a própria Assembleia Nacional não perca credibilidade e consideração, que já não é muita, não só por parte dos cidadãos nacionais, mas também internacionalmente, correndo o risco de ver o seu nome jogado na imundície.
No caso do general Higino Carneiro, sobre quem pesam acusações de alegado envolvimento em crimes de peculato, violação das normas de execução orçamental, desvio de somas milionárias, abuso de poder e branqueamento de capitais, já foi ouvido e prestou “esclarecimentos” na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal da Procuradoria Geral da República (DNIAP), depois de notificado pela PGR que, na altura, determinou medidas de coação na sequência da audição. Contudo, o processo estagnou por causa da “imunidade”.
Quem já deveria igualmente prestar contas na justiça é a antiga governadora provincial de Cabinda, Aldina Matilde Barros da Lomba Catembo, exonerada em Setembro de 2017, e considerada por muitos de ser a pior governante que já liderou os destinos daquela província.
Consta que, quando foi nomeada, Aldina da Lomba disse para quem a quisesse ouvir: «Agora é a minha vez», acrescentando, numa clara alusão de que o cargo dava-lhe a oportunidade para usurpar o erário público, «se o presidente rouba quem sou eu para não roubar».
Foi assim que constituiu uma série de empresas, geralmente «fantasmas», com o conluio de outros governantes, «militantes do MPLA», para o desvio de fundos públicos.
Aldina da Lomba, durante o seu reinado, por tanta demagogia, foi apelidada pela população local como «Ngala bué».
Segundo fonte segura, pesa sobre Aldina Matilde Barros da Lomba Catembo, acusações de crimes de desvio de fundos públicos, peculato, ocupação ilegal de terrenos, exploração ilegal de madeira (em sociedade com o marido, António Francisco Catembo, general Kopelia e Daniel Mingas Casimiro, ex-director do Gabinete de Estudos Estratégicos da Casa de Segurança do antigo Presidente de Angola), que foram os principais beneficiários do esquema de corrupção praticado por Aldina da Lomba.
Contudo, pesa ainda sobre a ex-governadora, acusações de crime de peculato por ter promovido o enriquecimento ilícito de familiares e amigos, com dinheiro do erário público que deveria ter servido para o desenvolvimento do território de Cabinda e para o bem-estar das suas populações

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