PGR adia interrogatório de Ge­ne­rais “Di­no” e “Ko­pe­li­pa” constituídos ar­gui­dos para dias 13 e 14

Os ge­ne­rais Le­o­pol­di­no do Nas­ci­men­to “Di­no” e Hélder Vi­ei­ra Di­as Jú­ni­or “Ko­pe­li­pa” serão ou­vi­dos, no proximo dia 13 e 14, pe­la Di­rec­ção Na­ci­o­nal de In­ves­ti­ga­ção e Ac­ção Pe­nal (DNIAP) da Pro­cu­ra­do­ria-Ge­ral da Re­pú­bli­ca (PGR), por ha­ver for­tes in­dí­ci­os de te­rem be­ne­fi­ci­a­do dos ne­gó­ci­os que o Es­ta­do te­ve com a em­pre­sa Chi­na In­ter­na­ti­o­nal Fund (CIF). Interrogatório estava prevista para hoje 06 de outubro, confirmou ao Repórter Angola uma fonte da PGR

Daniel

Repórter Angola

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O adiamento da audiência foi confirmado ao Repórter Angola pelo Porta-voz da PGR, Álvaro João “serão ouvidos sim, foi adiado para dia 13 e 14” confirmou.

Uma fon­te da PGR con­fir­mou, na semana pas­sa­da, que os generais Dino e Kopelipa  fo­ram no­ti­fi­ca­dos e cons­ti­tuí­dos ar­gui­dos. “Sim, os ge­ne­rais Di­no e Ko­pe­li­pa fo­ram no­ti­fi­ca­dos e cons­ti­tuí­dos ar­gui­dos. Vão ser ou­vi­dos nes­ta con­di­ção pa­ra lhes se­rem apli­ca­das as res­pec­ti­vas me­di­das de co­ac­ção (pe­nal)”, afir­mou a fon­te da Pro­cu­ra­do­ria-Ge­ral da Re­pú­bli­ca (PGR).

os dois generais foram ouvidos em auto de declarações, no dia 29 de Setembro, na Vila Alice, pelo procurador Matos de Macedo Dias, altura em que foram notificados, também, da numeração do processo n.º 12/2020/DNIAP, desde logo enquadrado na esfera criminal e não do cível administrativo, com o Ministério Público pese a justificativa dos generais, acreditar haver indícios sobre o alegado desvio de 2,5 mil milhões de dólares, do Estado.

Os arguidos negam, justificando, ter sido dinheiro privado do chinês Pam Sam, que chegou a Angola pela mão de Manuel Vicente, que o conheceu em Hong Kong e, foi autorizado a investir com base em autorização do Titular do Poder Executivo, de então, José Eduardo dos Santos e mais tarde cadastrado com investimento estrangeiro, com a chancela de Norberto Garcia, em 2017.

A fonte da PGR adiantou que os generais Leopoldino do Nascimento – antigo chefe das Comunicações do ex-Presidente José Eduardo dos Santos – e Hélder Vieira Dias Júnior, ex-ministro de Estado e chefe da Casa Militar (actual Casa de Segurança), também na governação de José Eduardo dos Santos, terão se beneficiado dos contratos que o Es-tado celebrou com o CIF, no âmbito do extinto Gabinete de Reconstrução Nacional.

Segundo informações fidedignas recolhidas pelo site Maka Angola, a acusação formal que recai sobre os referidos generais inclui crimes de peculato, participação em negócio, corrupção e branqueamento de capitais relacionados com um empréstimo do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC).

Em 2010, este banco concedeu uma linha de crédito de 2,5 mil milhões de dólares a Angola, destinados à construção de projectos urbanos no município de Viana, melhor conhecidos como Zango.

A fonte lembrou que os oficiais generais gozam de imunidades e não podem ser presos preventivamente antes do despacho de pronúncia. “Os oficiais generais das Forças Armadas Angolanas e comissários da Polícia Nacional não podem ser presos sem culpa formada, excepto se em flagrante delito, por crime doloso punível com pena de prisão superior a dois anos”, sublinhou, deixando claro que, enquanto decorrem as investigações, os generais Dino e Kopelipa, não podem ser presos.

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