Mais de Mil Jovens Activistas marcharam esta quinta-feira pacificamente em Luanda

Mais de 900 Jovens activistas marcharam esta quinta-feira em Luanda, exigindo autarquias em 2021, contra o desemprego e elevado custo de vida no país, a manifestação foi marcada por críticas ao Presidente João Lourenço mais sem repressão policial. "MPLA caiu, tomamos a luta pelo poder popular, entoavam exibindo cartazes, num momento em que a policia não tinha acesso a principal via que ficou obstruída para conseguir travar os manifestantes"

Jonas Pensador

Reporter Angola

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A marcha dos manifestantes da capital angolana, partiram perto das 12h do cemitério da Santa Ana e marcharam até ao largo primeiro de Maio, ou seja largo da independência, onde conseguiram subir até um nível tão alto do bosto ” Estatua ” do Primeiro presidente angolano, António Agostinho Neto, um sinal jamais visto em Angola.

Os perto de mil jovens activistas marcham em Luanda no dia internacional dos direitos humanos em memória a Inocêncio de Matos, sem impedimento da polícia nacional que nos últimos meses não têm tolerado protestos na capital angolana .
Apesar da lei sobre as manifestações proibir a sua realização nas horas de expedientes durante os dias de semana, hoje o cenário foi diferente com manifestantes a montarem uma outra estratégia que surpreendeu as autoridades policiais.
Sob lema ” Queremos autarquias sem rodeios em 2021, os 500 mil empregos prometidos em 2017 e alto custo de vida com preços da sexta básica cada vez mais alto”

Em declarações a RFI, Adolfo Campos cofundador do denominado Movimento Revolucionário, lamentou a falta da presença policial durante a marcha para asseguramento dos manifestantes.

” hoje entendemos que orientação a a Policia Nacional teve, está ausente, não há conflito neste momento, estamos numa situação muito difícil qui é da morte do Inocêncio de Matos, saímos da Santa Ana e não houve estrago, marchamos pacificamente” frisou, um exemplo ” que fique de alerta ao Presidente da Republica de que afinal os manifestantes não são agressores, basta só deixa que o Art. 47 da Constituição seja cumprido “apelou.

No caminho exibiam cartazes com dizeres como “Já sou formado, quero emprego, João Lourenço Fora”, “Desemprego marginaliza” e “Estou cansado de jogar ‘Não Te Irrites,'”

Adolfo Campos pede ainda que ” o Presidente diga alguma coisa, quando serão as autarquias, o sofrimento que estamos a passar neste momento é demais, o povo está a morrer de fome e não sabemos se temos Governo ou não temos, o emprego aumentou, que os preços dos alimentos baixam”

Pedro Teca Pedrowski, um outro Activista organizador disse que ” marcha saiu bem e fica como recado para o presidente João Lourenço e serve como presente de aniversário do MPLA”, para TECA nesta manifestação, ” estamos a celebrar o dia internacional dos direitos  humanos, a juventude falou mais alto que os políticos , estamos a exigir melhor condições de vida, o fim deste inferno do alto custo de vida que João Lourenço está a impor a população com uma gama de impostos e exigimos autarquias”.

para Paulo António de Melo, outro manifestante, o que o levou a aderir foi o desrespeito das autoridades angolanas sobre os Direitos Humanos.

“o MPLA tem violado muito as leis e os direitos humanos em Angola, já perdemos vários cidadãos em manifestações, isto é sim violação”

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