Paulo de Almeida contra Eugénio Laborinho

A agenda que visa a exoneração de Eugénio Laborinho tem recorrido aos casos de assassinatos de cidadãos às mãos de agentes da Polícia Nacional para criar um clima de incompetência

D.R

Repórter Angola

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medico morto pela policia

A morte do médico Sílvio Dala, que sucumbiu às mãos de agentes da Polícia Nacional (PN), a 1 de Setembro de 2020, elevou para um nível crítico a insatisfação popular e o movimento de repúdio contra os inúmeros excessos da PN desde que Angola entrou em Estado de Emergência por força da pandemia da Covid-19.

Os excessos de zelo, as arbitrariedades e os abusos de poder da Polícia Nacional assumiram contornos graves, pois, resultaram na morte de diversos cidadãos no país, sobretudo em Luanda. A morte do médico Sílvio Dala constitui a gota que fez transbordar o copo cheio de indignação, frustração, insatisfação e desaprovação massiva dos cidadãos de todo o País, de tal sorte que, mais do que repudiar o comportamento criminoso que a corporação tem assumido, a sociedade exige a responsabilização criminal dos agentes envolvidos na morte do malogrado médico.

O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA) mobilizou todos os médicos do país que aderiram a gigantesca manifestação ocorrida a 12 de Setembro. Trata-se de uma forma de protestar contra o que a vasta maioria dos cidadãos entende como assassinato levado a cabo por agentes da Polícia Nacional, uma instituição pública que tem gozado de baixíssimo nível de popularidade e respeito entre os cidadãos.

Em meio a todo o presente estado de indignação e revolta nacional contra a PN, emergiram novos factos que denunciam a existência de uma agenda que visa a exoneração do Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, que, praticamente desde que assumiu o ministério em referência, tem-se deparado com uma espécie de grupo de resistência à sua pessoa e projectos de trabalho.

A agenda que visa a exoneração de Eugénio Laborinho tem recorrido aos casos de assassinatos de cidadãos às mãos de agentes da Polícia Nacional para criar um clima de incompetência e, como tal desiderativo a induzir o Presidente da República a retirar confiança política da pessoa de Eugénio Laborinho.

A referida agenda é liderada pelo Comandante Geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, o qual, além de ter a ambição de ser Ministro do Interior, deseja ver o actual titular do cargo pelas costas.

Por outro lado, o grupo sob comando de Paulo de Almeida é identificado em meios internos como tendo posto em execução um plano que, através dos excessos da Polícia Nacional, visa transferir todas as culpas e responsabilidades ao Ministro do Interior.

Está na memória da sociedade a frase de Eugénio Laborinho, segundo a qual, a Polícia não iria distribuir chocolates, rebuçados e beijinhos aos cidadãos durantea vigência dos estados de emergência e de calamidade.

O grupo liderado pelo Comandante Geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, tem trabalhado no sentido de induzir os cidadãos a crerem que os assassinatos de cidadãos às mãos de agentes da Polícia Nacional são da inteira responsabilidade do Ministro do Interior, ou seja, foi ele que, com aquele frase, decretou que os agentes da PN cometessem as barbaridades que se têm registado em todo o País.

Paulo de Almeida e seu grupo, onde está incluído Waldemar José, o porta-voz da PN (que tem servido como a correia de transmissão da mentirola de que o médico Sílvio Dala morreu de causas naturais, quando as evidências dizem o contrário) estão empenhados a ver Eugénio Laborinho exonerado.

Na verdade, tal grupo já conseguiu envenenar a posição do Ministro do Interior no Conselho de Segurança Nacional.

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