Ossadas das vítimas dos conflitos políticos entregues aos familiares

O Executivo deu início na manhã, desta quinta-feira (3), ao processo de recolha de amostras de DNA e entrega dos corpos aos familiares das vítimas dos conflitos políticos, ocorridos no país.

DR

JA

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A informação foi avançada à imprensa, pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, a partir do Laboratório de Criminalística do Ministério do Interior, em Luanda.

No início da semana, Francisco Queiroz garantiu que o Estado angolano vai apoiar na questão de caixões para os restos mortais que já estão a ser identificados.

“É um processo que está em curso. Esta semana mesmo poderemos já chamar as primeiras famílias para receberem os restos mortais e o Estado vai entregar estes restos mortais em urnas, em caixões, e depois as famílias fazem os seus funerais, de acordo com aquilo que é o seu interesse, as suas tradições e as suas formas de sentir a morte”, disse Francisco Queiroz.

O também ministro da Justiça e Direitos Humanos realçou que o papel do Estado é localizar onde estão enterrados os restos mortais, exumá-los e fazer o reconhecimento por ADN, salientando que nesta tarefa a família tem um papel muito importante.

“Têm que ser parentes muito próximos, parentes consanguíneos, para não haver falseamento dos dados”, referiu o coordenador da Civicop, garantindo que os testes vão ser realizados no país num laboratório que funciona junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), experiente nesta matéria.

Segundo Francisco Queiroz, “o processo está muito bem organizado e pronto para funcionar a partir de agora”, tendo-se dirigido já ao local algumas pessoas para tratarem das certidões de óbito dos seus familiares.

“O processo está feito de maneira a que não haja duplicação nem fraude, quando o requerente chega, entra num processo de triagem para ver se o nome de quem requer a certidão de óbito já consta da base de dados (…), se já tiver o nome ali ele passa para a fase de certificação do óbito, através da comissão multissetorial criada pelo Presidente da República”, explicou.

Após a certificação do óbito, o cidadão tem a certidão de óbito emitida pelo conservador do registo civil, prosseguiu Francisco Queiroz, destacando que este é um momento muito emotivo, por isso, foram criadas condições para acudir do ponto de vista psicológico e médico essas pessoas.

Em actualização….

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