NO 44º ANIVERSÁRIO DOS MASSACRES DO 27 DE MAIO: VITÍMAS MARCHAM COM OS SEUS ALGOZES

Quarenta e quatro anos depois as vitimas do 27 de Maio de 1977, finalmente o Executivo autoriza uma missa campa em que pereceram mais de oitenta mil pessoas e que até hoje o MPLA nunca reconheceu as suas falhas neste processo. A missa será presidida pelo padre Celestino Epalanga, e contará com a presença das filhas dos comandantes Nito Alves e Saidy Mingas.

Antônio Lenga Lenga

Reporter Angola

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

O membro da comissão das vitimas dos conflitos armados ocorridos em Angola entre 1975 a 2002, José Fragoso, prestou estas informações ao Jornal online Repórter Angola, e garante que, o processo atingiu uma grande evolução. No dia 27 de Maio haverá uma marcha em que vai contar com a participação de Francisco Queiroz. Esclarece que, «vamos realizar uma marcha no dia 27 de Maio, já mas visto em que estarão estudantes do ensino superior de várias universidades, tudo porque a juventude carece de informação sobre a história do 27 de Maio de 1977. Será uma marcha de paz e reconciliação nacional», disse. Assegura que, «as modalidades da marcha foi acertado e a concentração será as 7 horas no cemitério da Santana do dia 27 de Maio. Nós vamos convidar os presidentes dos partidos políticos na oposição, alguns amigos e consequentemente a juventude. Se um terço dos jovens participarem seria bom, porque está é a última marcha sobre os conflitos militares que tivemso em Angola», garante.José Fragoso persegue dizendo que, «quando chegar o coordenador da comissão o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, vamos entrar no cemitério para depositarmos uma coroa de flores no tumulo do soldado desconhecido onde um dos dirigentes da Fundação 27 de Maio e o representante da ex. DISA. A filha dos comandantes Nito Alves e do Saidy Mingas levarão uma coroa de flores para depositarem no tumulo do soldado desconhecido para simbolizar os dois lados em conflitos», esclarece.Avança dizendo que, «depois do acto do cemitério da santana haverá uma missa campal a ser presidido pelo padre Celestino Epalanga, coordenador adjunto da comissão. Depois da missa vai-se recitar um poema sobre a paz onde a filha de Nito Alves e Saidy Mingas vão fazer um discurso. Posteriormente vamos marchar no largo da independência aonde vamos depositar uma coroa de flores para finalmente selarmos o processo. Haverá entre nós vitímas e os algozes um braço de perdão. Sem este gesto a reconciliação não é possível, porque foi Agostinho Neto quem autorizou as mortes e por isso ele não pode ficar de fora. Nós as vitímas perduamos Agostinho Neto pelos males que provocou a humanidade e consequentemente a fome e a miséria que vivemos e antes já viviamos razão principal da nossa reivindicação que culminou com uma marcha no palácio custou milhares de vida», refere.«OS COMANDANTES FORAM MORTOS PELA ALA DE NETO PARA NÓS ACUSAREM»Esclarece que, «os setes comandantes foram mortos pela ala presidencialista para criar as condições psicologicas e atribuir a nós. Mas com o surgimento do multipartidarismo surgimos com o Partido Renovador Democrático de triste memória que se deixou vender por dez milhões de dólares norte americanos, nem sequer receberam na totalidade o processo foi interrompido», assegura.Em relação a entrega das ossadas nas respectivas familias, José Fragoso, esclarece que, «o MPLA disse que os onzes foram julgados, condenados, fuzilados e os outros desapareceram das cadeias. Como é que várias pessoas desaparecem das cadeias e não se escuta nenhuma noticia. As ossadas dos comandantes Nito Alves, Zé Van-Dúnem, Sita Valles e outros estão localizados no museu das Forças Armadas. Temos videos dos locais aonde estão enterrados as vitímas. Se a percebermos que as ossadas foram retirados em função das obras de restauro do museu e estão todos identificados. Vai-se realizar o funeral dos onze e não se pode fazer comba sem o fim do óbito», disse. As viúvas e os herdeiros das vitímas refere que, «a comissão está a preparar este assunto com muito cuidado e prudência. Para nõs já não existe viúvas do episódio do 27 de Maio de 1977. Existem sim viúvas dos nossos associados que sobreviveram do holocausto e faleceram já filiados na fundação. Este processo foi entregue ao Ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria e já mereceu o tratamento devido, quer dizer que dentro de dias vamos ser notificados para as senhoras prepararem a documentação e entregarem no órgão de tutela.O também general reformado reclama que, «em Dezembro de 2019 foi deliberado a construção do monomento sobre as vitímas do 27 de Maio que estará na zona da Boavista, e até hoje nada avança. O homem indicado pelo Presidente da República, José Pascoal diz que não tem nenhuma orientação para se avançar com as obras. Mas está comissão tem um orçamento», alerta.

PUB