MPLA obriga Activistas a pedirem desculpas ao João Lourenço em troca de 10 milhões de Kwanzas

Um grupo de activistas ligados ao Movimento Revolucionário, que terá convocado uma manifestação para Sábado 26, através de um vídeo considerado violento e agressivo, foi obrigado a pedir desculpas públicas ao Presidente da República, João Lourenço em troca de um "suposto" valor avaliado em Dez milhões de Kwanzas, segundo acusações de outros vários activistas que dizem terem sido surpreendidos com o vazamento de uma conversa privada sobre a alegada negociação.

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Repórter Angola/ ANGOP/ Ck

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O Presidente da República, João Lourenço, saudou esta sexta-feira25, na sua conta do Twitter, o gesto dos jovens activistas que apresentaram desculpas públicas, pelo comportamento ofensivo contra as instituições e a autoridade do Estado.

Lourenço reagia ao pronunciamento do grupo de jovens do designado Movimento Revolucionário, que anunciou, na quinta-feira, o adiamento de uma manifestação, inicialmente prevista para este sábado e domingo, em Luanda.

Na sua comunicação, os jovens apresentaram desculpas pelos excessos registados na convocação da manifestação e prometeram que, doravante, passarão a respeitar as instituições do Estado, o Presidente da República e os símbolos nacionais.

 

Segundo o Presidente angolano, este exemplo deve ser seguido por outros jovens. “Aceitamos o pedido de desculpas, estão perdoados”, escreveu João Lourenço.

 

O Presidente da República sublinhou que lutar pelos direitos fundamentais do cidadão não significa desrespeitar os símbolos nacionais, as instituições e a autoridade do Estado, ou vandalizar bens públicos que devem servir a comunidade.

“Com este comportamento, só pioramos a situação do povo”, vincou, referindo-se às práticas de vandalização de bens públicos e desrespeito às autoridades, muitas vezes registados nas manifestações de jovens.

O Repórter Angola, sabe através de uma conversa de negociação posto a circular nas redes sociais, que como garantia de cancelar a referida manifestação, os activistas deveriam receber um montante de 5 milhões de kwanzas na primeira prestação e depois de registado o cancelamento da marcha do sábado, outra parte seria enviada aos Revus, num valor de 2,5 milhões de Kwanzas.

Segundo a mesma fonte, o dinheiro seria entregue por um indivíduo que é enviado de Bento Bento, primeiro secretário do MPLA em Luanda.

No vídeo que o MPLA humilha os activistas, transmitido pela TPA e TV Zimbo, aparecem os activistas Mútu Muxima, Fabião Paulo Ancião, o General MC Life e David Saley, sem a presença do Revu 11 que no vídeo inicial aparece a convidar o povo para uma manifestação que visava a destituição do Presidente João Lourenço.

As reações não se fizeram esperar nas redes sociais, Geraldo Dala por exemplo, outro activista que mostrou-se indignado e escreveu num comentário.

“o que acontece aqui é muito triste, vergonhoso e nojento. Esta manifestação foi programada com o fito de chantagem política a fim de angariar alguns trocos”, entende o Activista.

“Muitos estão a fazer do activismo uma fonte de renda e usam outros como carne para canhão” descreve .

Para Mwene Dala “O activismo está a se tornar meme. Mas tudo isto, em meu entender, é uma estratégia dos serviços de; inteligência e contra inteligência e do Gabitenete de Acção Psicóloga (que não tem razão de ser). Primeiro, apontaram a espingarda a oposição (UNITA, PRA-JÁ e os CRENTES). E agora a última etapa é fragilizar e desacreditar a Sociedade Civil. Mas ainda há jovens que são paladinos da verdade no activismo.”

Nuno Álvaro  Dala, reagiu escrevendo o seguinte comentário “Os jovens que fizeram a conferência de imprensa (sobre adiamento da manifestação do alegado Movimento Revolucionário e pedido de desculpas à figura do Presidente da República) fazem parte do mesmo grupo de vendedores de manifestações de sempre”.
“Esses bandidos foram abordados a mando de Bento Bento. Os mercenários exigiram 10 milhões de kwanzas para não realizarem a manifestação. Todavia, o pessoal de Bento Bento e José Tavares exigiu que os organizadores primeiro fizessem uma conferência de imprensa a anunciar o cancelamento ou adiamento com direito à cobertura da TPA e da TV Zimbo. O «contrato» ficou fechado e os jovens realizaram a conferência de imprensa. Depois da conferência de imprensa, cada um deles recebeu 10 mil kwanzas. No sábado que vem, 26 de Junho, irão receber os 10 milhões prometidos”.
“Em todo o caso, o pessoal do Bento Bento e José Tavares tem a lição bem estudada: visto que em outras ocasiões houve vendas de manifestações, mas as mesmas ainda assim saíram (como a de Novembro de 2020), em que alguns receberam cada um 500 mil kwanzas), eles primeiro dariam a conferência de imprensa para daí entregarem o dinheiro – os 10 milhões. Acontece que há indicadores de que os jovens mercenários poderão não receber nenhum tostão, o que, a acontecer, será um golpe às expectativas destes coitados mortos de fome. Independentemente disso, deve ficar claro que a manifestação de 26 de Junho está vendida” descreveu o activistado caso 15+2

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