MPLA cai em desespero e reinventa a utopia da rendição

É complexo explicar a razão da permanência do MPLA em pedra e cal no poder. Não constitui novidade para ninguém que, o MPLA, tal como orientam as teorias maquiavélicas, sempre fez de tudo para alcançar os seus intentos.

DR

Sebem Freitas

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Quero acreditar que desde 1975 até hoje, não seja a vontade de Deus todo poderoso, que seja apenas um momento para embelezar a história da humanidade com um péssimo histórico político típico dos Comunistas.

Já lá se foram os tempos em que dentro do Partido Governante só reinava harmonia, cumplicidade, coesão, compadrio e concubinato. Ninguém criticava, limitavam-se a dobrar o focinho e lamber os sapatos. Poucos diziam “não” a JES que, ficou teimosamente na liderança de Angola e do seu Partido durante 38 anos, excepto Marcolino Moco que tentou sempre contrariar os discursos musculosos dos seus superiores hierárquicos, todavia, sempre pagou por um preço inesquecível, mesmo na era do Agostinho Neto, fundador da nação que na altura ainda não era Nação, nem sei se hoje já o é.

Mas naquela altura, Estou muito bem lembrado, aliás de acordo com Marques Inácio, no seu livro “Memórias” onde retrata os contornos do Ilustre massacre do 27 de Maio, no qual, os Militantes, se calhar os verdadeiros Militantes que o MPLA já teve, pagaram muito caro por não concordarem com os ideais do Fundador e “Inocente” António Agostinho Neto.

Enfim, são Astúcias que fizeram com que o MPLA continuasse e ainda continua teimosamente no poder. Talvez a culpa seja nossa enquanto povo pacífico e obediente que mesmo sofrendo se conforma com tudo.

Ninguém, mas absolutamente ninguém imaginou o fim do todo poderoso MPLA, é quase inimaginável. Mas há um princípio bíblico que diz “ Nada é eterno neste Mundo”.

E a história da humanidade já nos mostrou isso, que o diga Mobutu Sese Seko, Oussama Bin Laden, Adolfo Hitler e tantas outras figuras poderosas que acabaram por cair. E mais tarde ou mais cedo o MPLA terá de cair mesmo, queira ou não. Até porque já há sinais disto mesmo. O princípio do fim do MPLA está exactamente no conflito interno que reina entre eles neste momento.

Os próprios Militantes já sabem disso e simplesmente não querem acreditar.

Não constitui novidade para ninguém, a aflição do Partido Governante neste momento. O Povo que ontem, ou seja, desde então foi chamado de especial (burro) hoje está a acordar. Há um velho ditado que diz “ Sofrimento ensina ser homem”. Embora seja tarde, mais vale tarde do que nunca. Isso mesmo. Está patente em quase toda a parte de Angola o descontentamento dos Angolanos face a falta de políticas exequíveis deste Governo.

As promessas ainda se fazem sentir nos discursos dos dirigentes angolanos, as promessas são as mesmas desde a proclamação da Independência. Face a esta situação, o MPLA mobilizou homens da Casa Militar e Membros do mesmo Partido, trajados com as vestes da UNITA e chamou a imprensa, sobretudo a TPA para mostrar uma falsa imagem de que centenas de Militantes da UNITA, terão se rendido ao MPLA, quando na verdade não passa de uma mentira. Aliás, foi visível a reacção revoltante da população angolana.

Portanto, são situações que prefiguram um autêntico fracasso do Partido Governante. A situação social do povo agrava-se todos dias. Há milhares de pessoas a morrerem de fome. O tão propalado Combate à fome e  pobreza não passa de mais uma oportunidade para que os “chicos espertos” possam extrair mais verbas aos cofres de Estado que se houvesse uma verdadeira política social e abrangente, sobretudo humanística, teríamos acudido a vida de pobres e desempregados neste País.

Infelizmente não é natureza do MPLA fazer o bem. O preço dos produtos da cesta básica sobe sempre o famoso Presidente de todos angolanos ainda profere discursos embusteiros para serem implementados até 2030. Só não sei até lá alguém o vai suportar, porque a fome não ouve nem entende discursos de ladrões de colarinho branco.

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