MPLA apadrinha Campanha difamatória contra Isabel Dos Santos

A empresária Isabel Dos Santos está a ser alvo de uma campanha difamatória protagonizado por elementos do Departamento de Imprensa e Propaganda DIP do partido no poder o MPLA, soube de fontes seguras o Repórter Angola.

Jonas Pensador

Repórter Angola

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A empresária Isabel Dos Santos está a ser alvo de uma campanha difamatória protagonizado por elementos do Departamento de Imprensa e Propaganda DIP do partido no poder o MPLA, soube de fontes seguras o Repórter Angola.

A campanha visa denigrir a imagem da Engenheira Isabel dos Santos, com intuito de fazer crer de que o casal Dokolo está em via de depressão para escapar da justiça.

Em causa está uma foto posta a circular nas redes sociais sem o make up e sem cabelo tratado, usado pelos detratores para fazerem entender de que “Isabel Dos Santos estaria a se drogar”, matérias retomadas por um portal de informação que os mesmo elementos do DIP financiam.

O Repórter Angola, sabe que a campanha difamatória é  levado acabo por  Carlos Cunha, Brito João, Diamantino Martins, José Manuel Pinto e Lito ambos do departamento de Propaganda do MPLA.

Entretanto a foto que se tornou viral nas redes sociais mereceu as reações da ex-deputada Tchizé Dos Santos, irmã da empresaria.

“estão a chamar de drogada a senhora por quê? Por não usar Meke up? Isabel dos Santos é mulher do campo e não precisa disso, esta foto serviria de exemplo para mostrar as vossas mulheres quando vos pedirem 40 mil Kz para tratar o cabelo” reagiu a irmã.

Outra mentira usada pelos jovens do DIP, é de que a Isabel dos Santos se refugiou em Londres, o Repórter Angola sabe junto da empresaria de que a mesma não se encontra neste país referenciado pelos jovens.

Isabel dos Santos viu as contas congeladas e bens arrestados em Dezembro ultimo, pelo tribunal de Luanda sem que fosse constituída em arguida ou ouvida.

O clã dos Santos está a ser perseguido?

Isabel e Tchizé dos Santos há longos anos que não vão a Angola. À distância, Isabel dos Santos tentou persistir nos ataques ao Governo de João Lourenço. Tchizé diz que não é por vontade própria que está fora do país.

Isabel dos Santos foi demitida da presidência da Sonangol em novembro de 2017 e já não vai a Angola há longos meses. José Filomeno dos Santos esteve em prisão preventiva entre 24 de setembro de 2018 e 24 de março deste ano, acusado dos crimes de associação criminosa, falsificação, tráfico de influências, burla, peculato e branqueamento de capitais, alegadamente praticados enquanto presidente do Fundo Soberano. Tchizé dos Santos está ausente de Angola há mais de três meses e José Eduardo dos Santos encontra-se em tratamento médico em Barcelona.

Aliás, a própria deslocação de José Eduardo dos Santos para Espanha foi um sinal claro de que o antigo e o atual presidente estão de costas voltadas  A 15 de abril, Eduardo dos Santos tomou a “decisão surpreendente” de voar para Barcelona num voo da TAP, preterindo a TAAG, o que causou problemas protocolares. Isso mesmo foi assumido, em comunicado, pela Casa Civil do Presidente da República angolano, no qual se referia que a “surpreendente decisão” de José Eduardo dos Santos utilizar o voo comercial da TAP, “em detrimento da própria companhia de bandeira TAAG”, não respeita o protocolo, situação que levou o próprio João Lourenço a deslocar-se à residência do ex-chefe de Estado, em Luanda, para o demover da pretensão. “O Executivo lamenta profundamente tal atitude, cujas consequências não são da sua responsabilidade”, concluía-se no referido comunicado.

No entanto, uma fonte próxima do ex-presidente, em declarações ao Expresso, deu uma outra versão: “O homem está profundamente magoado” devido a atitudes do atual Governo que considera serem uma perseguição.

Por exemplo, em agosto do ano passado, Isabel dos Santos questionava: “Qual o investidor que vai entrar [em Angola] se não dão autorização aos atuais investidores estrangeiros para levarem os lucros em dólares”. João Lourenço, que se encontrava de visita a Alemanha, respondeu nos seguintes termos: “Eu não queria entrar em mesquinhices deste tipo para uma cidadã nacional que desencoraja o investimento para o seu próprio país. É o único comentário que tenho a fazer”. Isabel dos Santos devolveu a observação através de uma observação no twitter: “Há uns que tapam o sol com a peneira, há outros que constroem abrigo para se por à sombra… e trabalham para comprar ar condicionado. Faço parte da segunda categoria”.

Mais tarde, a 30 de novembro de 2018, no discurso proferido na abertura da 6.ª sessão ordinária do comité central do MPLA, João Lourenço protagonizou um discurso que encaixou, como uma luva, em Isabel dos Santos e José Filomeno dos Santos.”O partido deve condenar e impedir que as empreitadas das grandes obras públicas como portos, aeroportos, centrais hidroelétricas, cimenteiras, ordenamento e gestão de cidades e outros sejam entregues a nossos filhos, familiares ou outros próximos se não obedecerem às regras e normas do concurso público, da contratação e da sã concorrência”, afirmou João Lourenço.

Ora, sabendo que Isabel dos Santos teve projetos que lhe foram retirados por este Governo, como o porto de Dande e o ordenamento da cidade de Luanda, conclui-se que os exemplos dados por João Lourenço foram inspirados naquilo que considera serem as benesses dadas pelo anterior executivo de José Eduardo dos Santos à sua filha.

Mais adiante, João Lourenço fez uma descrição que assentava perfeitamente em José Filomeno dos Santos. “Se de forma pouco responsável se confiar a um jovem inexperiente a gestão de biliões de dólares americanos do país, o partido não pode ficar indiferente, tem de bater o pé perante tamanha afronta aos verdadeiros donos desses recursos, o povo angolano”.

João Lourenço, em março deste ano, numa entrevista à RTP concedida antes da visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Angola, questionado sobre os casos de Isabel dos Santos e José Filomeno Santos, negou qualquer tipo sanha persecutória em relação à família de José Eduardo dos Santos. “Se se toca em ministros, em generais, não se toca em cidadãos que – mesmo sendo filhos de quem são – não deixam de ser cidadãos comuns? Acho que a afirmação de que é uma perseguição à família do anterior Presidente não colhe”.

Deste pingue-pongue de argumentos sobra uma certeza, a de que Isabel e Tchizé dos Santos estão renitentes a voltar a Angola. Terão, ou não, razões para tal?

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