Manuel Vicente um rico e amigo protegido por Lourenço

Criminoso acusado em Portugal, é Deputado com assento no parlamento angolano. As suspeitas de corrupção que recaíram sobre o antigo vice-presidente, Manuel Vicente, afectaram a sua ambição de suceder a José Eduardo dos Santos. o Homem continua rico a comandar a Sonangol através de suas empresas.

RA

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O Presidente da Republica de Angola, é visto como protetor do Eng. Manuel Vicente, por ter lhe ajudado a recuperar o filho doente com pagamento de somas de dinheiros tão alto e lhe ter pago as dividas no extinto Banco Banco Espirito Santos BESA.

Vicente, era apontado como um dos possíveis sucessores de José Eduardo dos Santos à frente dos destinos do MPLA, Manuel Vicente, naltura vice-presidente da República, foi suspeitado de ter corrompido um magistrado português. O caso ameaçou as intenções políticas de Manuel Vicente. E voltou a baralhar o processo de substituição de José Eduardo dos Santos, que hoje é liderado pelo João Lourenço, tido ingrato e vingador que persegue as filhas de quem lhe estendeu o tapete.

Se a posição de Vicente dentro do MPLA era frágil à partida, por diversas razões, o caso judicial que envolveu então vice-presidente da República praticamente afastou da liderança do partido. O sonho de ser presidente da República foi  adiado, como aconteceu com outras figuras do MPLA que pensavam ter o caminho aberto para chegar ao topo.

” o Eng. Manuel Vicente é criminoso e está no Parlamento a ser protegido pelo Presidente do Partido, porquê?, na minha visão ele nem deputado deveria ser, porque existem Camaradas no próprio partido que não cometeram crime  mas foram expulsos dentro Assembleia Nacional e do Partido”, questiona uma fonte do MPLA que aponta a reconciliação interna como solução para aumentar votos dos camaradas em 2022.

Manuel Vicente foi acusado  de corrupção activa pelo facto de duas transferências bancárias, que totalizam um montante de 200 mil euros (cerca de Kz 36 milhões), terem sido feitas para uma conta de Orlando Figueira pela Primagest, uma sociedade associada à Sonangol, precisamente quando Manuel Vicente era o PCA da companhia petrolífera estatal. As denúncias partiram de Angola.

Em 2010-2011, Figueira, que  esteve em prisão preventiva sob suspeita de ter recebido dinheiro para arquivar os casos, entretanto reabertos, era o procurador responsável pelas investigações lusas a avultados movimentos financeiros de figuras como Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, Leopoldino do Nascimento ou Álvaro Sobrinho, ex-presidente do BESA, entre outros.

Tanto na vertente política e diplomática como na vertente judicial tudo parecia ter sido resolvido. De forma célere.

Só que, em 2014, uma “denúncia anónima mas pormenorizada” contra o procurador português fez estalar o sinal de alarme. Orlando Figueira, 55 anos, tinha sido apontado como o beneficiário das transferências de dinheiro feitas pela Primagest. Manuel Vicente, enquanto representante público na liderança da Sonangol (cargo que desempenhava na altura em que se iniciou a investigação), é suspeito de ter corrompido um magistrado de outro país.

“Na verdade, sou completamente alheio, nomeadamente, à contratação de um magistrado do Ministério Público português para funções no sector privado, bem como a qualquer pagamento de que se diz ter beneficiado, conforme relatos da comunicação social, alegadamente por uma sociedade com a qual eu não tinha nenhuma espécie de relação, e que não era nem nunca foi subsidiária da Sonangol”, lia-se num comunicado publicado pela Angop.

Sobre a relação entre a Primagest e a Sonangol subsistem muitas dúvidas.

“Uma simples averiguação de origem de fundos relativos à compra de um imóvel” levou à apresentação “cabal da origem lícita dos fundos e o processo não poderia deixar de ter sido arquivado – comprovação essa que, se necessário, poderá ser renovada”, afirma.

O referido imóvel fica no Estoril, a cerca de 30 quilómetros a oeste de Lisboa, num prédio conhecido como “o prédio dos angolanos”. Ao todo, são cerca de 30 as fracções em posse de cidadãos nacionais. Pitra Neto, José Pedro de Morais, Álvaro Sobrinho e o próprio Vicente

Manuel Vicente diz que o envolvimento do seu nome “na investigação do processo já enviado em Angola, não tem, pois, qualquer fundamento”; não obstante, manifesta-se “totalmente disponível para o esclarecimento dos factos”.

Especializado em crimes económicos e fiscais, Orlando Figueira, antigo titular de vários processos – todos arquivados num primeiro momento – relacionados com Angola acabou por pedir uma polémica licença sem vencimento. De longa duração. A licença foi aceite pelo Conselho Superior do Ministério Público, de Portugal, debaixo de muita polémica. O órgão aceitou o pedido sem saber para onde Orlando Figueira iria trabalhar.

O caso acabou por saltar para os jornais tanto em Angola, como em Portugal.

Durante o ano de 2014, o semanário Novo Jornal e o extinto Agora publicaram matérias que cruzavam a entrada de Orlando Figueira no grupo MilleniumBCP com a influência e proximidade de Carlos Silva, um gestor associado a Manuel Vicente. Carlos Silva é, actualmente, presidente do Banco Privado Atlântico e vice-presidente do Conselho de Administração do MilleniumBCP. As duas instituições têm presença accionista da Sonangol. Carlos Silva foi também um dos fundadores do ex-BESA (actual Banco Económico).

Apesar da controvérsia, Orlando Figueira começou a colaborar como consultor para a área de compliance, prevenção e branqueamento de capitais no ActivoBank, um banco ligado ao MillenniumBCP – grupo financeiro de origem portuguesa que tem a Sonangol como maior accionista. Após a detenção, o magistrado português mostrou-se “disponível para colaborar” com a justiça portuguesa.

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