Manuel Vicente Fugiu de Angola para Dubai, sob proteção de JLO

O antigo Vice-Presidente Manuel Domingos Vicentes, fugiu do país, num dos primeiros vôo da Emirates, com destino a Dubai, cinco dia antes de interrogatório falhado aos Generais Dino e Kopelipa a 6 de Outubro. Manuel Vicente terá sido informado pelos dois generais que foram constituídos arguidos, a 29 de setembro, de que o seu nome foi citado e consta no processo que envolve a CIF com o empresário chinês Sam Pa e a Petrolífera Estatal Sonangol. Protegido por João Lourenço, Manuel Vicente informou ao Chefe de Estado sobre a sua deslocação a Dubai por questões de saúde, para escapar da justiça angolana, confidenciou uma fonte do palácio ao Repórter Angola.

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Repórter Angola com Confidence N

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A fonte adiantou ainda que Manuel Vicente pretender viver o resto da vida no Dubai,  em uma mansão avaliada em 16 milhões de dólares, num dos bairros mais luxuosos do Dubai. Depois de ter saído do país com uma desculpa de estado critico da saúde, sob proteção de João Lourenço.

O nome de Manuel Vicente surge associado à CIF, empresa chinesa cujos activos em Angola passaram recentemente para a esfera do Estado e a vários negócios que remontam à altura em que liderava a Sonangol e que terão custado milhões de dólares ao país.

Manuel Vicente pretende passar o resto da sua vida no Dubai,  a mesma fonte disse-nos que no mês de Julho do corrente ano, Manuel Vicente comprou uma  luxuosa mansão naquela cidade, o gestor da sua fortuna o português Rui Santos, ex Director da Deloitte Angola, foi a pessoa que fez o negócio,  e a compra da mansão ficou avaliada em 16 Milhões de Dólares.

O  palácio está situado no renomado bairro “Emirates Hills”.O luxuoso palácio de 8 quartos com arquitectura deslumbrante, tem luminárias de design dinamarquesas e interiores sofisticados. Os quartos da propriedade tem mobília de luxo italiana e com iluminação natural através das amplas janelas panorâmicas com vista para os campos de golfe.

Segundo o jornal Expresso, os serviços de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) estimam que a Sonangol terá entregado 2,3 mil milhões de dólares, através de carregamentos de petróleo, ao empresário sino-britânico Sam Pa, o principal rosto do CIF (China Internacional Fund).

“Esta operação terá sido sustentada com carregamentos de petróleo, o principal suporte das relações que, de forma nebulosa, envolveram a Sonangol e a Sinopec, petrolífera chinesa trazida para Angola por Sam Pa e parceira da empresa então liderada por Manuel Vicente na exploração do bloco 18”.

No entanto, a fonte do Confidence News, revelou que o ex vice presidente de Angola, Manuel Vicente, tenciona viver definitivamente para o Dubai, tão logo termine o seu mandato de deputado à Assembleia Nacional.

O ex patrão da Sonangol que tem casas nos Estados Unidos da América, Inglaterra e Portugal, escolheu os Emirados Árabes Unidos, devido a qualidade de vida do país e a protecção dada a figuras com problemas políticos e legais.

Manuel Vicente receia que terá problemas com a justiça em Angola e Portugal, tão logo cesse as suas imunidades.

A nossa fonte, revela que a preocupação do alegado homem mais rico de Angola, aumente em função da pressão que o poder político angolano enfrenta por parte da oposição e sociedade civil para que Vicente, seja acusado por crimes de corrupção cometidos no tempo em que liderou a Petrolífera estatal.

Actualmente já se encontram a residir no Dubai vários ricos angolanos, como o ex Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Carlos Feijo, que vive numa casa avaliada em três milhões de dólares na ilha de luxo Palm Jumeirah.

Encontra-se também a viver no Dubai, o suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais que facturou milhões com o Fundo Soberano de Angola e Banco Nacional de Angola.

Antes de viajar para o Dubai, onde recebe tratamento médico, Manuel Vicente, que goza de imunidades especiais até 2022, fez chegar à PGR um documento destinado a esclarecer as suas muitas zonas cinzentas. Muito longe de convencer as autoridades, o documento, segundo apurou o Expresso, revelou-se uma desilusão. “Mais uma vez não abriu o jogo e, em vez disso, remeteu-nos uma folha cheia de nada”, confiden­ciou uma fonte governamental conhecedora do processo.

A mesma fonte acrescenta que, recebido por diversas vezes por João Lourenço, este sempre esperou que Manuel Vicente tomasse a iniciativa de avançar com um esclarecimento inequívoco. “O Presidente cansou-se e, se é verdade que Manuel Vicente sabe onde ‘foram enterrados os corpos´, não sei se agora não estará também, ele próprio, a enterrar-se…”, deixou escapar fonte do Palácio.

Ao apontar o dedo à Sonangol, em recente entrevista ao “Wall Street Journal”, pelo desvio de 14 mil milhões de dólares durante o consulado de Manuel Vicente, para muitos observadores o Presidente não poderia ter sido mais claro na escolha do alvo.

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