Luta contra a corrupção de João Lourenço é uma brincadeira de mau gosto

Analistas afirmam que Tribunal Supremo angolano é um obstáculo na luta contra a corrupção por levar tempo a decidir sobre recursos que envolvem antigos titulares de cargos públicos.

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Repórter Angola/ Lil-P

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Analistas acreditam que a luta contra a corrupção levado acabo pelo Presente João Lourenço com ajuda da PGR, ten sido um fiasco e não se passa de um teatro e charme político para boi dormir.

As detenções de julgamentos dos políticos e titulares de cargos públicos, começou pouco depois da tomada de posse do João Lourenço em finais de 2017, mas “até ao momento nenhum dos condenado cumpre a prisão na sua efectividade, salvo os peixes miúdos” entende o activista Jeremias Panda.

A celeridade processual no Tribunal Supremo está a ser questionada, quatro anos depois do inicio da «cruzada contra a corrupção», pergunta-se  porque não há quase ninguém na cadeia.

O teatro começou com a detenção e soltura no dia seguinte do então presidente da fundação Eduardo Dos Santos, FESA, Eng. Ismael Diogo, por alegado ordem superior no caso que envolvia o conselho nacional de carregadores CNC mais tarde Augusto Tomás é detido e condenado, posto liberdade dois anos depois, por alegado teste positivo ao Covid-19 e até hoje jamais regressou a cadeia.

Outro charme político é a detenção em prisão domiciliar de Norberto Garcia actual Director do gabinete de acção psicológica, mais tarde solto pelo supremo tribunal no processo que ficou conhecido como ” Burla a Tailandesa”.

Mais tarde a detenção e julgamento de José Filomeno Dos Santos “ZENU”, juntamente com Walter Filipe e o suíço Jean Claude de Bastos, este último foi posto em liberdade e voltou para Dubai Emirados árabes unidos, e os dois primeiros foram declarados culpados mas aguardam a decisão de recursos em liberdade.

Outros processos que envolvem Higino Carneiro, Francisco Sebastião antigo PCA do INEA bem como outros Ex- Administradores que aguardam o julgamento.

O último a ser condenado no âmbito da luta contra corrupção e impunidade foi Manuel Rabelais, antigo diretor do Gabinete de Revitalização da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA).

À semelhança do antigo ministro da Comunicação Social de Angola, outros cidadãos envolvidos em processos de corrupção também aguardam pela decisão do Tribunal Supremo em liberdade.

Esta realidade e a morosidade do Supremo em decidir sobre os recursos interpostos faz com que muitos cidadãos olhem para essa instância como um obstáculo à «cruzada contra a corrupção» do Presidente João Lourenço. Questionam, por exemplo, porque nenhum chamado «peixe graúdo» está na cadeia desde o início da luta contra a corrupção e impunidade em 2017.

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