Kwanza-Sul: UNITA lança duras críticas ao Presidente da República

Kakepa que fez o resumo do périplo político lança duras críticas ao Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, que no seu entender é o verdadeiro culpado da desgraça das populações

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Repórter Angola

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A falta de condições de habitabilidade, a degradação das vias de acesso,  penúria alimentar, magro orçamento do Estado para  a província, nepotismo na governação e ouvidos de marcador aos problemas que afligem a população da província são aspectos elencados pelo secretário provincial da UNITA Armando Manuel Kakepa como sendo a grande desgraça  que abala as populações sobretudo no meio rural.

Depois de mais de cinquenta dias de trabalho político ou partidário que a UNITA levou a cabo província à dentro, a UNITA diz ter constatado cenas arrepiantes em algumas regiões  da província onde até para adquirir máscara de proteção a Covid-19 a população não consegue por falta de recursos financeiros.

Kakepa que fez o resumo do périplo político lança duras críticas ao Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, que no seu entender é o verdadeiro culpado da desgraça das populações, que, segundo disse, estar a passar de lado aos problemas que as populações vivem:

“Senhores governantes do executivo angolano liderado por suas excia presidente da república, ao mesmo tempo presidente do Mpla João Manuel Gonçalves Lourenço, e grupo parlamentar do Mpla, espero que acompanhem bem este grito do povo do Kwanza-Sul e, tomar  medidas para que se inverta o quadro crítico actual que as populações enfrentam. O povo que vós conheceis por intermédio de boletins de voto, está morrendo cada dia que passa, devido vossa incompetência governativa. A degradação das vias terciárias, 80% das 36 comunas que compõem esta província não existem estradas. Falta maior de hospitais, centros e postos médicos e medicamentos,  provocando mortes quotidianas por doenças como: malária, diarreias, pneumonia, hipertensão arterial, tosse e cirrose hepática em crianças. Falta de escolas e professores causando numero maior de crianças fora do sistema de ensino e muitas delas hoje reduzidas ao pasto e caçar ratos sem futuro, enquanto vossos filhos frequentam os melhores colégios do país e, escolas pelo mundo fora. Falta de apoio aos camponeses bem como as grandes associações de camponeses, com projectos encorajadores. O que mais nos preocupa  é sobre o paradeiro dos cinquenta tractores disponibilizados pelo ministério da agricultura a esta província. A província foi subdividida em três regiões  agrícolas e cada uma dessas coube 10 tractores perfazendo assim 30  distribuídos. Resta-nos saber onde param os 20 tractores? Ex-militares totalmente abandonados, cujos nomes só tiveram valor durante  a guerra”.

Outro grande problema constatado pelo secretário da UNITA tem a ver com grande falta  de material de biossegurança nas comunidades por onde passou. Entretanto e perante triste realidade Armando Kakepa apela o bom sendo de todas forças vivas da província a alinharem no mesmo diapasão em prol do bem-estar das populações:

“Diante desta triste realidade da província, o secretariado do comité provincial da UNITA no Kwanza-Sul aconselha a todas forças vivas da província incluindo o MPLA, unirmo-nos para repudiarmos categoricamente este OGE e PIIM 2020 e exigir ao executivo de João Lourenço uma reflexão profunda do assunto em causa. O povo do Kwanza-Sul não deve ser recordado apenas nos momentos de eleições, esta é uma recomendação dirigida diretamente ao executivo angolano. Somos  um povo, temos uma história e queremos um destino digno. A UNITA no Kwanza-Sul aproveita esta ocasião para  manifestar sua indignação contra os pronunciamentos pouco responsáveis de certos governantes da nossa província que, quando a UNITA levanta estes problemas decorrentes dos magros orçamentos todos os anos sob olhar impávido dos deputados que representam este povo na casa das Leis, os famosos cinco a zero, dizem que estão  a nos insultar”.

Excertos do pronunciamento do secretário provincial da UNITA do Kwanza-Sul, Armando kakepa, numa altura em que mais de três mil militantes do MPLA e alguns pouco da CASA-CE demarcaram-se dessas filiações partidária e ingressaram na UNITA no decurso dos primeiros seis meses de 2020.

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