Júlio Bessa exonerado do cargo de Governador provincial do Kuando Kubango pelo PR

O Presidente da República exonerou esta terça-feira 22, por decreto, o governador provincial do Kuando Kubango Júlio Bessa, tendo indicado José Martins para o substituir do cargo e de primeiro secretário do MPLA.

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Repórter Angola c/NJ

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A exoneração de Júlio Bessa acontece quando o agora ex-governador do Kuando Kubango está envolto em suspeitas de envolvimento em ilegalidades relacionadas com o caucionamento de uma elevada dívida improvável a uma empresa.

Refira-se que Júlio Bessa foi único primeiro secretário do partido a nível provincial que não foi reconduzido nas conferências de renovação de mandatos no âmbito da preparação do VIII Congresso Ordinário do partido.

O Bureau Político do MPLA havia dado luz verde ao militante José Martins para avançar com a candidatura única ao cargo de primeiro secretário do MPLA no Kuando Kubango.

 

Segundo apurou o Novo Jornal, o secretariado do Bureau Político do MPLA havia suspendido todas as movimentações políticas que visavam a recondução do actual governador do Kuando Kubango, Júlio Bessa, ao cargo do primeiro secretário do partido naquela província.

 

Dias depois, o próprio Júlio Bessa orientou os comités municipais que procedessem à suspensão de todas as actividades preparatórias para a realização da XIII conferência provincial ordinária, nos dias 06 e 07, incluindo a campanha em torno da candidatura ao cargo de primeiro secretário do partido.

 

O Bureau Político do MPLA não veio a público esclarecer as razões que levaram à não recondução de Júlio Bessa ao cargo do primeiro secretário do partido.

 

Refira-se que recentemente a Procuradoria-Geral da República (PGR) desmentiu ter instaurado procedimento criminal contra o governador do Kuando Kubango, Júlio Bessa, por alegados actos de peculato.

 

No documento, a instituição refere que tomou conhecimento de notícias divulgadas nas redes sociais que davam conta da abertura de um processo inquérito contra o governador Júlio Bessa mas sem fundamento.

 

“Por não corresponder à verdade, a pedido do interessado e por solicitação de alguns órgãos de comunicação social, somos a informar que, até à presente data, a Procuradoria-Geral da República não instaurou qualquer investigação contra o cidadão”, lia-se no documento.

Esclarecia ainda que a instauração de procedimento criminal contra qualquer cidadão deve ser suportada por indícios de ocorrência de crime a serem, no caso, objecto de investigação nos termos da lei.

De acordo com informações postas a circular nas redes sociais, uma dívida de 627 milhões de dólares foi reclamada pela empresa Angoskima Lda e terá sido validada pelo governador Júlio Bessa. A autenticidade da dívida foi questionada publicamente.

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