João Lourenço ordena cobrança dos testes de covid-19, Silvia Lutucuta acusada de desviar Quites doados

Angolanos pedem exoneração da Ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, por um alego desvio de quites de equipamentos de biossegurança e de testes sobre a Covid-19, um dia depois da publicação de Um decreto executivo conjunto do Ministério das Finanças e da Saúde, de 19 de outubro, que refere que o Governo necessita reduzir os custos com a realização dos testes serológico rápido, serológico Elisa e de RT-PCR. onde as cobranças vão de 6 a 75 mil Kz.

Repórter Angola

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Angolanos pedem exoneração da Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, por um alego desvio de quites de equipamentos de biossegurança e de testes sobre a Covid-19, um dia depois da publicação de Um decreto executivo conjunto do Ministério das Finanças e da Saúde, de 19 de outubro, que refere que o Governo necessita reduzir os custos com a realização dos testes serológico rápido, serológico Elisa e de RT-PCR. onde as cobranças vão de 6 a 75 mil Kz.

Manuel Dos Santos, morador de Viana é médico de um dos hospitais públicos, diz que ” a Ministra deveria se demitir, por que não se entende tantas publicidades de que o Governo chines, americano, Russo, português ou cubano, doou ontem, hoje uns quites de materiais de biossegurança, e nos hospitais esses materiais nunca chegam, nunca vimos, trabalhamos com uma única máscara durante 24horas” denuncia.

uma fonte do sindicato dos Médicos angolanos, também denunciou a falta de condições nos hospitais públicos, ” a justificação deles é que investiram dinheiro no combate ao covid-19, não estamos a ver este investimento, os quites de testes mandaram nos hospitais privados, clinicas de pessoas da classe média e da elite, e para o pacato cidadão nem paracetamol existem nas farmácias dos hospitais, do avo kumbi, no Kilamba kiaxi, dos cajueiros no Cazenga, bem como no próprio hospital geral” disse a mesma fonte.

o Repórter Angola confirmou no Kilamba kiaxi, que só por detrás do hospital Geral de luanda, existem mais de 7 clinicas privadas, onde os funcionários do hospital Geral orientam os pacientes irem efectuar alguns exames.

“estas clinicas, são dos mesmos funcionarios e directores que trabalham lá na Geral” disse a fonte sindical, que pede a exoneração de sílvia Lutucuta.

Em Viana populares denuncia “Conheço alguém que tem a vizinha no mesmo quintal que testou positivo (a vizinha) mais a tal comissão não fez desinfecção do quintal nem da casa, para variar levou apenas os positivos os outros deixou. Eles estão a semanas sem saber o que fazer e em casa” disse ao Repórter Angola, uma fonte familiar.

” os medicamentos foram desviados, tanta publicidade, os bens doados como termómetros de medição de temperatura e as luvas estão a vender nas farmácias, como foram lá parar? se os materiais vimos nos noticiários da TPA que foram doados a Angola, por governos, OMS e associações como Jackmá etc” questiona António Manuel, morador da Centralidade do Kilamba, que falou ao Repórter Angola esta quinta feira no Hospital Geral de Luanda, com irmão doente, depois de aturar uma longa fila na quarta-feira.

O Governo angolano anunciou através de um decreto que  o sistema de comparticipação de custos para a realização de testes de covid-19, para quem queira circular internamente ou para o exterior, devido aos encargos significativos para o Estado.

Um decreto executivo conjunto do Ministério das Finanças e da Saúde, de 19 de outubro, refere que o Governo necessita reduzir os custos com a realização dos testes serológico rápido, serológico Elisa e de RT-PCR.

O documento refere que a comparticipação nos custos da covid-19 aplica-se a todos os cidadãos que, por iniciativa própria e para efeitos diversos, pretendam saber o seu estado serológico, bem como aos laboratórios privados autorizados pelo Ministério da Saúde, que solicitam ou remetam amostras para a realização de testes do novo coronavírus junto dos órgãos do sistema público de saúde.

Os cidadãos abrangidos pelas medidas de rastreio definidas pelas autoridades sanitárias e os que se encontrem em quarentena institucional e isolamento domiciliar determinados pelas autoridades sanitários ficam isentos da comparticipação dos testes.

O Governo ficou o valor de comparticipação para o teste serológico rápido de 6.000 kwanzas , para o teste serológico Elisa o valor de 20.000 kwanzas e para teste de RT-PCR 75.000 kwanzas .

As comparticipações a cobrar pelas instituições de assistência médico-sanitárias incidem sobre a realização de testes da covid-19 e emissão do respetivo comprovativo e a sua liquidação processa-se mediante apresentação de uma guia emitida pelos serviços competentes das unidades sanitárias, cabendo ao requerente proceder ao respetivo pagamento.

O documento orienta que o pagamento é efetuado em prestação única e é feito através de depósito ou transferência bancária, que deve dar entrada na Conta Única do Tesouro (CUT), através da Referência Única de Pagamento ao Estado (RUPE), sendo que o valor se reverte 100% a favor do Ministério da Saúde.

O valor da comparticipação está sujeito a atualização anual, por decreto executivo conjunto dos ministros das Finanças e da Saúde, com base na variação dos custos dos testes e do Índice de Preços do Consumidor.

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