João Lourenço inaugurou Instituto Superior Agro-Alimentar em Malanje com dezenas de activistas detidos

Dezenas de Activistas que tencionava realizar uma manifestação na cidade de Malanje, foram hoje detidos pelo Serviço de Investigação Criminal em Malanje, denunciaram fontes familiares. O Presidente da República, João Lourenço, deslocou-se esta terça-feira as terras da palanca negra para inaugurar, o novo edifício do Instituto Superior de Tecnologia Agro-Alimentar, o único no país, que deverá promover a investigação e a transformação de alimentos.

Jonas Pensador

Repórter Angola com Angop

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

A criação da infra-estrutura de ensino universitário público, em Malanje, resulta de um projecto de cooperação entre os governos de Angola e da França.
No ano passado, a França, através do seu ministro da Agricultura, Didier Guillaune, manifestou-se disponível em ajudar a desenvolver a agricultura em Angola e em transmitir a sua experiência no domínio da formação de quadros no segmento da tecnologia agro-alimentar.
O Instituto Superior conta com 10 salas de aulas para 350 estudantes, oito laboratórios e dois pavilhões de transformação de alimentos equipados com tecnologia de última geração.
O centro está apetrechado com laboratórios didácticos e outros ligados à pesquisa, bem como pavilhões de processamento de origem animal
(pescado, carne e leite) e vegetal(frutas, legumes, hortícolas, cereais, tubérculos e leguminosas).
A instituição de ensino superior está vocacionada para formar, numa primeira fase, quadros nacionais nos graus de licenciatura e mestrado.
Anteriormente, quadros do sector eram formados no exterior.

“O país começa a ter já alguma produção agrícola mas, lamentavelmente, não apenas pelas dificuldades de escoamento, sobretudo pela falta de indústria de transformação e de processamento dos alimentos, muito produto se estraga”, exprimiu.

Segundo o Presidente da República, o Instituto Superior de Tecnologia Agro-alimentar vem cobrir uma “grande lacuna que existe no país, que é a necessidade da transformação dos produtos do campo”.

Indicou que os jovens vão aprender, nesta instituição de ensino universitário, precisamente as técnicas mais modernas para a transformação dos produtos do campo.

“Significa dizer que, daqui para frente, aqueles investidores que quiserem apostar nesse ramo do agro-negócios, na agro-indústrias e na transformação dos produtos do campo, terão os quadros de que necessitam, para poderem por andar as suas indústrias”, explicou.

O presidente João Lourenço admitiu, ainda, que institutos de tecnologia agro-alimentar deverão ser replicados em outras regiões do país.

“Temos que nos lembrar que o país é bastante extenso, portanto talvez haja a necessidade de se pensar em replicar isso para o centro do país, para o leste e para o sul de Angola”, exprimiu.

De acordo com o Chefe de Estado, enquanto este estabelecimento for o único, obviamente vai servir todo o país.

Realçou, também, que o Executivo dá uma atenção especial à educação e ao ensino, sobretudo superior.

O presidente João Lourenço ressaltou as potencialidades agrícolas das províncias de Malanje, do Cuanza Norte e do Uíge.

“Malanje é uma província que foi escolhida não por mero acaso, tem potencialidades agrícolas, as províncias à sua volta idem, estou a me referir ao Cuanza Norte e Uíge”, vincou.

Neste ano académico, estão matriculados 176 estudantes do primeiro ao quinto ano. Conta com 24 docentes, entre efectivos e colaboradores (todos nacionais).
Começou a funcionar em 2015, de forma provisória, em salas anexas ao Colégio Amílcar Cabral, na cidade de Malanje.
Nas antigas instalações, devido à falta de espaço, só podiam estudar quase 60 estudantes.
A instituição está a ministrar apenas um curso, o de Engenharia Agro-Alimentar; os outros, como o de Agronomia e Veterinária, serão abertos tão logo as condições forem criadas, indicou o director da instituição, Guilherme Pereira.
Informou que, nesta fase, estão virados para o processo de formação de mais docentes. “À medida que vamos aumentando o número de docentes, abriremos também outros cursos”.
Após o corte da ta e descerramento da placa, o Presidente João Lourenço efectuou uma visita guiada à infra-estrutura, que vai transformar Malanje, Norte do país, num centro de investigação e transformação de alimentos de referência.
Malanje é, actualmente, uma das províncias de Angola com maiorinvestimento em projectos agrícolas privados, de grande dimensão.
É também em Malanje onde está a fazenda agrícola do grupo Castle, produtora da cerveja Cuca, com um investimento de 40 milhões de dólares para a produção de milho destinado ao fabrico da bebida.

PUB