JLO: UM CIDADÃO CONGOLENSE EMPRESTADO À POLÍTICA ANGOLANA

"Não é de espantar que JLO cujo pseudônimo era “Mimoso” não é angolano, aliás, não nasceu em Angola, nem ele, nem a sua mãe, nem sequer o seu pai. JLO não é angolano de raíz, apenas adquiriu a cidadania angolana", começa a crónica do politologo João Hungulo. "JLO não nasceu em Angola como as bocas metedeiras têm a ousadia de vender falsa identidade em nome de JLO. Na verdade, JLO nasceu em Katanga, é da tribo dos catangueses, fala bem swaily, lingala e francês, seu pai é baluba".

João Hungulo

Jo-ao Hungulo

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Não é de espantar que JLO cujo pseudônimo era “Mimoso” não é angolano, aliás, não nasceu em Angola, nem ele, nem a sua mãe, nem sequer o seu pai. JLO não é angolano de raíz, apenas adquiriu a cidadania angolana.

JLO não nasceu em Angola como as bocas metedeiras têm a ousadia de vender falsa identidade em nome de JLO. Na verdade, JLO nasceu em Katanga, é da tribo dos catangueses, fala bem swaily, lingala e francês, seu pai é baluba.

Um ex – coronel das forças catangueses, que actualmente integra o exército militar da RDC, confessou em anonimato em 2017, que JLO não era angolano, era seu colega no exército cantanguês, mas terá sido enviado à Angola numa missão militar à pedido de Agostinho Neto em 1973/1974. Sendo mentira atribuir à JLO a identidade de ter nascido em Angola. Nem Jean Laurent (JLO), nem os seus bisavós, nem os seus avós, nem os seus pais, ninguém dos quais terá nascido em Angola, como muitos ousam afirmar de maneira totalmente falsa. Na verdade, são todos de origem congolesa. A prima de JLO chegou à um dos lugares de destaque na política do Congo, na era de Joseph Kabila, como Governadora de uma das províncias da RDC.

 

Desde 1975 que os angolanos acostumaram – se a ver os detentores do poder em Angola a viver por debaixo dos pés da mentira, falsificando tudo, até a sua própria existência. Se observarem bem, a ex – Ministra da Acção social e Família, Victória da Conceição, morreu na Clínica Girassol, após ser baleada por uma pistola, com disparos contra a região abdominal e a cabeça, mesmo tendo morrido, até hoje, essa verdade foi sepultada na terra dos segredos mais perigosos de Angola, mantém – se viva, uma cidadã que foi sepultada no Alto das Cruzes, sem direito à nenhuma sorte de funeral. Luther Rescova morreu envenenado na Clínica Girassol, porém, é a covid – 19 quem mereceu a causa de morte, mesmo sabendo que Rescova estava bem, agravou – se subitamente, mas ninguém quer saber das causas de morte envolvidas em torno de Rescova. Longe de representar um factor de união, JLO representa o desvio à direita do MPLA, e o fim do regime do MPLA em Angola, representa ainda mais, o factor decisivo da desunidade no âmago do MPLA. Ele divide o Partido, persegue uns, e protege outros. Manuel Vicente levou a vida toda a lavar dinheiro, e fazer negócios excessivamente obscuros, mas hoje andas às costas de JLO, Edeltrudes continua na roubalheira, mas ninguém lhe toca, continua totalmente protegido, Álvaro Sobrinho está conspurcado por um número excessivo de crimes de corrupção contra o aparelho do Estado, mas ainda assim, continua completamente protegido. Porém, Isabel dos Santos, a primogénita de José Eduardo dos Santos (o cidadão que lhe deu o poder de bandeja) continua a ser perseguida por JLO; Zenu permaneceu em condições excessivamente desumanas na prisão de São Paulo, tendo corrido variadas vezes riscos de morte, com envolvimento de processo de envenenamento ao longo da sua estadia na prisão de São Paulo.

 

Até então, o País vive da mentira, e mantém a verdadeira origem de JLO no armário obscuro das coisas proibidas. JLO é um cidadão zairense emprestado à política angolana, porém, fez – se de angolano, pensando ser mais angolano que os próprios angolanos autóctones. JLO é um estrangeiro que terá abarcado Angola como um ex – mercenário congolense (militar das tropas catangueses), cujo contrato visava ajudar o regime de Agostinho Neto no combate ao imperialismo salazarista, bem como no combate aos demais movimentos de libertação, nomeadamente, a FNLA e a UNITA.

 

De qualquer das formas, essa falsificação da identidade de JLO (tratando – o falsamente de ser angolano, ao passo que nunca terá sido angolano, era um mercenário catangues, que nasceu na RDC, em Catanga) continua armada desde os pés até a cabeça. JLO foi um mercenário catangues que fez parte do exército de Patrick Lumumba. A direcção de Agostinho Neto, com todo o cortejo de peripécias e contradições, que se seguiram não trouxe apenas o exército de Fidel de Castro para fazer um cerco cerrado ao exército de Mobutu que ajudava a FNLA à invadir Luanda, tendo conhecido o pão que o diabo amassou na famosa “Batalha do Kifangondo”, mas também, marcou – se, pela chegada à Angola do exército catangues, que o ajudou à combater a FNLA e o exército de Mobutu. Na verdade, quer o exército de catangueses (exército dirigido por Patrick Lumumba) como o exército de Mobutu (exército zairense) são todos exércitos da RDC, porém, de movimentos revolucionários rivais e de tribos opostas, razão pela qual, enquanto Patrick Lumumba e o seu exército de catangueses ajudaram o MPLA, Mobuto e o seu exército de zairenses ajudaram a FNLA.

 

JLO personifica em Angola como mais ninguém, a elevação da tribo conguesa perseguida sem tréguas por Mobutu Sese Seko Kuku Ngbendu Wa Za Banga, tal quanto Kwata Kanawa e Kangamba, cujos pais chegaram à Angola como refugiados de guerra da RDC. Kwata Kanawa fez – se governador de Malanje. Porém, Jean Lourent (João Lourenço) atingiu o cúme do poder em Angola, tendo almejado o nível mais subido da administração do Estado.

 

 

É excessivamente mentira afirmar que JLO é natural de Benguela, nasceu no Lobito, ao passo que na verdade, JLO nasceu em Katanga, na RDC. Como pode ser natural de Benguela se ele foi tropa catangues? Por acaso, Patrick Lumumba contratava benguelenses para os exportar ao ex – Congo Belga? Iam lá como o quê? Mercenários? A vida militar é um exercício patriótico, realizado por pessoas descendentes da região em que são incorporados, desde logo, os estrangeiros são proibidos à realizar exercícios militares em prol de uma pátria que lhes é estranho, se o fizer, fá – lo – ão sob formato de mercenários e não de patriotas e nacionalistas. Tal quanto aconteceu com a ingerência cubana em Angola, sul – africana, zairense, catangueses, etc, etc… Foi nestes termos que Jean Laurent (JLO) chegou à Angola: “como um mercenário do exército catanguês”.

 

Um outro aspecto, ainda mais aberrante, é que JLO que diz ser natural de Benguela, tendo nascido no Lobito, não expressa quase nada de afetividade com a terra que diz ser sua, coisa excessivamente estranha, Benguela está à deriva, e o sonho de se tornar Califórnia, nem sequer se encontra nos segredos dos deuses. Tendo nascido numa época colonial, e, sendo benguelense, é mister que JLO seria um verdadeiro “palapier” como se diz na gíria, da língua umbundo, pois que, JLO nasceu numa altura em que as línguas nacionais eram uma verdadeira identidade dos povos residentes em Angola, aliás, fazia – se a diferenciação das tribos mediante a língua nacional que cada tribo pudesse exprimir, e nessa altura, era muito raro encontrar um cidadão angolano que não soubesse, nem sequer o básico da sua língua materna. E hoje, notamos em JLO um verdadeiro vazio quanto as línguas nacionais, não sabendo exprimir, nem sequer uma frase em umbundo, e gaba – se de ser de Benguela, coisa excessivamente estranha. Como pode ser JLO sulano se não sabe absolutamente nada de “umbundo”? Os sulanos têm por acção predilecta a expressão em língua nacional e não sentem a vergonha à torcer – lhes a língua onde quer que sejam, exprimem em umbundo até nas profundezas das águas, mas JLO, não diz, nem sequer uma única frase em “umbundo” e diz que é benguelense, a mentira tem pernas curtas, diz o adágio popular.

 

Essa é daquelas mentiras que nem mesmo um bebê, de apenas, três anos de idade, aceitaria. Se ele diz que nasceu em Benguela, deve mostrar o seu atestado de nascimento, quem foram os seus amigos de infância, a escola em que estudou, onde viveu quando era menino, quais foram os seus professores do ensino primário, onde cresceu e com quem cresceu? Onde andam os seus tios em Benguela? Os seus primos? Os seus sobrinhos paternos e maternos? Avós? A sua família materna e paterna?

 

Ele diz que seu pai nasceu em Malanje, porém, em Malanje, não existe rasto nenhum de um único familiar do pai de JLO (Sequeira João Lourenço). E a sua família materna, não se encontra em nenhum lado de Namibe (…). Como JLO pode afirmar que sua mãe é de Namibe? Visto que em Namibe, ninguém conhece nenhum familiar da senhora Josefa Gonçalves Cipriano Lourenço.

 

JLO apostou nas regras do jogo político da caça – às – bruxas, porém, não há inocentes, a destruição do ninho de marimbondos será até ao último homem, mas ele mesmo, será o tal último homem porque está completamente embuscado. JLO como tal, viciou – se em expor mentiras como remédio para sarar as feridas da sua governação. O País hoje, sente – se esmagado pelas suas falsas promessas que jamais terão espaço no mundo real das coisas. Dentre os rituais da falsidade, no âmbito da sua governação, consagra – se um estado da Nação banhado de mentiras estrondosas, JLO mente – se à si mesmo, ao País e ao mundo, ao dizer que nasceu em Benguela, enquanto isso, nasceu em Katanga, na RDC, quem fala a verdade não merece castigo, antes contar toda verdade que levar a vida inteira na mentira.

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