General “Zé Maria” já em liberdade

O Supremo Militar (STM) reduziu, de três para dois anos, a pena de prisão do general António José Maria "Zé Maria", condenado em 2019 pelo crime de extravio de documentos secretos.

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Repórter Angola

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O Supremo Militar (STM) reduziu, de três para dois anos, a pena de prisão do general António José Maria “Zé Maria”, condenado em 2019 pelo crime de extravio de documentos secretos.

O antigo chefe dos Serviços de Segurança Militar esteve em prisão domiciliar durante dois anos, enquanto aguardava pelo recurso interposto ao plenário do STM, e, logo que foi decretada a decisão definitiva de redução da pena, foi posto em liberdade.

 

O advogado do general, Sérgio Raimundo, confirmou a libertação do antigo homem forte do Governo de José Eduardo dos Santos à Rádio Nacional de Angola e salientou que expirou o prazo do cumprimento da pena.

 

“Baixaram a pena de três para dois e como ele já estava em prisão domiciliar há esse tempo, então ordenou-se a soltura, declarando expiada a pena”, disse o causídico.

 

Segundo apurou o Novo Jornal, tão logo soube da sua liberdade, o antigo chefe dos Serviços de Segurança Militar, general António José Maria “Zé Maria”, foi visitar a campa da sua mãe, no cemitério do Alto das Cruzes, por não ter a oportunidade de acompanhar o sepultamento da mesma, por estar a cumprir a pena de prisão domiciliar.

 

O ex- homem forte da secreta em Angola foi condenado no dia 22 de Novembro de 2019 a uma pena de três anos de prisão maior por supostamente ter extraviado documentos que contêm informação de carácter militar.

 

O general na reforma esteve em prisão domiciliária mais de dois anos, onde aguardava pela decisão do recurso interposto pelo seu advogado na ocasião.

 

De acordo com a acusação do Ministério Público, o crime do general ocorreu quando ele se apossou dos documentos e os transferiu da “esfera militar para a esfera privada.”

 

O Ministério Público acrescentou também que ele não acatou as ordens do Presidente João Lourenço, o também comandante em chefe das Forças Armadas, o que não ficou provado em tribunal.

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