Extinção da FNLA a vista: Lucas Ngonda anuncia recandidatura a terceiro mandato

Líder de partido angolano FNLA anuncia recandidatura a terceiro mandato, militantes vazam documentos de compromissos entre Lucas Ngonda e o MPLA, com objetivos de destruir o partido fundado por Holden Roberto.

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Reporter Angola/ FD/L

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A recandidatura do Presidente Ngonda na liderança do partido dos irmãos é tida pelos militantes, como sendo o último mandato para dar o fim da FNLA e cumprir com as orientações que terá recebido supostamente em 1999 e activado em 2003.

Os documentos , revelam que o actual presidente da FNLA, estara supostamente ao serviço do MPLA para destruir o partido, esta estratégia existe muito antes da morte do presidente fundador Holden Roberto numa cooperação forte com os membros do MPLA e figuras do Estado entre eles Kopelipa, antigo responsável da Casa Civil, Roberto de Almeida antigo presidente da Assembleia Nacional, Julião Dino Matross antigo secretário-geral do MPLA em 2011, Miguel Gaspar Neto, Director do Gabinete.

O líder da Frente Nacional para Libertação de Angola (FNLA), um dos três partidos históricos angolanos, anunciou hoje a sua recandidatura, para o que chamou de uma “liderança de transição” até 2022.

Em conferência de imprensa, Lucas Ngonda, de 81 anos, na liderança do partido desde 2010, disse que, em 2022, será realizado um congresso extraordinário, para se eleger o cabeça de lista e candidatos a deputados nas eleições gerais do mesmo ano.

A FNLA, um dos três movimentos da luta pela independência de Angola, vai realizar o seu V congresso ordinário entre 16 e 19 de junho, concorrendo igualmente para a liderança do partido Joveth de Sousa, Fernando Pedro Gomes, Tristão Ernesto e Laiz Eduardo.

Lucas Ngonda sublinhou que o partido vem enfrentando uma crise interna após a morte do líder fundador, Holden Roberto, em 2007, sendo infrutíferos todos os esforços realizados para a reconciliação entre os militantes.

“O grande problema que o partido enfrenta está relacionado com questões sociais, derivadas da pouca assistência que os seus militantes recebem das autoridades de direito. A esta questão junta-se a não priorização da unidade do partido, em detrimento dos interesses pessoais”, explicou Lucas Ngonda, citado pela agência noticiosa angolana, Angop.

Segundo o líder contestado, “ao longo de todas as discussões efetuadas, nestes últimos anos, o problema da unidade da FNLA não foi tratado como problema fundamental, mas foi relegado para um plano secundário”.

Lucas Ngonda, duramente criticado por militantes do partido, que lhe atribuem o fraco desempenho da força política nos últimos anos, foi confirmado pelo Tribunal Constitucional, em 2011 como presidente da FNLA, com base nos resultados de um congresso realizado em 2004, no qual foi eleito primeiro vice-presidente do partido.

Documentos consultados pela imprensa, assinada pelo presidente da FNLA no dia 26 de Novembro de 2011, é escrita em forma de anonimato, em momento algum revelou os valores e o nome do secretário-geral do MPLA. A carta começa por agradecer Julião Dino Matross pela liberalidade e abertura ao diálogo que têm apresentado sempre que solicitassem no sentido de manter as sólidas relações que norteiam as suas organizações “FNLA e MPLA”.

Nas várias eleições gerais em que o partido tem participado, os resultados vão baixando, tendo, em 1992 cinco deputados, em 2008 três, em 2012 dois, e em 2017 apenas um assento, representado por Lucas Ngonda.

Em 2018, mais de três centenas de militantes do partido realizaram por mais de uma semana uma vigília, pedindo que Lucas Ngonda abandonasse a liderança da FNLA, mas o diálogo entre as partes não teve sucesso.

De recordar que durante o período em que Lucas Ngonda assume a liderança da FNLA, nunca visitou nenhum município do país em missão de serviço e, a única viagem que teve aconteceu em 2018 por motivos do congresso realizado na província do Huambo.

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