Empresário Carlos São Vicente preso na comarca de viana – PGR

Genro de Agostinho Neto constituido arguido na semana passada foi conduzido a cadeia de viana, esta terça-feira 22 de setembro, confirmou ao Reporter Angola, Alváro João Porta-Voz da PGR.

Jonas Pensador

Reporter Angola

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Depois de 4 horas de Interrogação, São Vicente foi conduzido à  Comarca de Viana, no caso de desvio de 900 milhões de Euros.

O Porta-voz da PGR confirmou ao Repórter Angola sobre a legalização da prisão do Empresário Carlos São Vicente, genro de Agostinho Neto, primeiro presidente da republica de Angola.

“Confirmada a prisão preventiva de São Vicente e conduzido à cadeia de Viana.” disse o Porta-Voz  da PGR, Alváro João ao Repórter Angola

O marido de Irene Neto, ex-deputada do MPLA e filha de Agostinho Neto primeiro presidente de Angola independente, foi constituído arguido na semana passada por crimes de peculato, branqueamento de capitais e participação em negócios e desvio de 900 Milhões de Euros, congelados num dos Bancos Suíços.

Carlos São Vicente que foi hoje ouvido, pela segunda vez, durante cerca de sete horas na Direção Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP), órgão afeto à PGR, foi conduzido para a cadeia de Viana, em Luanda.

Em causa está uma investigação que envolve uma conta bancária de Carlos São Vicente congelada na Suíça, por suspeitas de lavagem de dinheiro com cerca de 900 milhões de dólares, o equivalente a 752 milhões de euros, segundo divulgou um blogue suíço que acompanha questões judiciais naquele país.

As autoridades judiciais angolanas ordenaram já a apreensão de vários edifícios do grupo AAA, pertencente ao empresário Carlos São Vicente, que está a ser investigado na Suíça por peculato e branqueamento de capitais.

O Serviço Nacional de Recuperação de Ativos da PGR emitiu um comunicado a anunciar a apreensão dos edifícios AAA, dos hotéis IU e IKA, localizados em todo o território nacional e o edifício IRCA, na Rua Amílcar Cabral, em Luanda.

A PGR justificou a apreensão com indícios da prática de crimes de peculato, participação económica em negócio, tráfico de influência e branqueamento de capitais, crimes pelos quais foi constituído arguido há cerca de duas semanas.

Depois dos edifícios, o Serviço Nacional de Recuperação de Ativos da PGR anunciou a apreensão da participação social minoritária de 49% da AAA Ativos no Standard Bank Angola, onde o empresário é administrador não-executivo, tendo o mesmo solicitado suspensão das funções enquanto durar o processo.

Na sexta-feira, fonte da PGR confirmou que foi solicitado o congelamento de contas e apreensão de bens de Irene Neto, filha do primeiro presidente angolano, Agostinho Neto, tendo sido enviadas cartas rogatórias a Portugal e Luxemburgo pedindo a colaboração das autoridades judiciais nestas investigações.

O AAA, liderado por Carlos São Vicente, é um dos maiores grupos empresariais angolanos, operando na área de seguros e da hotelaria.

PUB