Em Cabinda: Tribunal cobra 300 mil Kz para colocar em Liberdade um Activista e nega liberdade provisória a dois outros

Em Cabinda tres activistas continuam presos há mais de  seis meses por colagem de panfletos nas ruas, quando pretendiam organizar uma manifestação,  Tribunal cobra 300.000 Kzs a um deles e nega liberdade provisória a dois dos três ativistas políticos detido, informou ao Reporter Angola o seu Advogado, Arãoo Bula Tempo

Jonas Pensador

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Em Cabinda tres activistas continuam presos há mais de  seis meses por colagem de panfletos nas ruas, quando pretendiam organizar uma manifestação,  Tribunal cobra 300.000 Kzs a um deles e nega liberdade provisória a dois dos três ativistas políticos detido, informou ao Reporter Angola o  Advogado de defesa, Arão Bula Tempo, que defende,Maurício Gimbi, André Bônzela e João Mampuela, o presidente, vice-presidente e o diretor do gabinete do presidente, respetivamente, da organização política União dos Cabindenses para a Independência (UCI), detidos desde junho, em Cabinda, e acusados dos crimes de rebelião, ultraje ao Estado e associação criminosa.

Arão Tempo garantiu ao Reporter Angola que o juiz  entendeu manter em prisão preventiva Maurício Gimbi e João Mampuela por cometerem o mesmo crime por mais de duas vezes e conceder a liberdade provisória a João Bônzela, sob o termo de identidade e residência e por meio do pagamento de uma caução de 300.000 kwanzas.

“Mas só que este  não consegue pagar porque não tem condições”, acusou Arão Tempo, denuncia  a situação económica difícil dos Cabindas.

“Sr. Jornalista sabe que  Cabinda vive uma crise mais profunda que não se pode comparar com outras províncias de Angola, porque em Cabinda, todas as empresas estão falidas e o Governo não criou condições sociais e económicas, dependemos dos dois paises vizinhos Congos”, fez sabee, justificando a pobreza de um dos seus constituintes.

por isso “os três continuam detidos”.

Arão Tempo disse que a justificação foi que os dois já têm passagem pelo Serviço de Investigação Criminal, “sob os mesmos supostos crimes”.

“E o outro não fundamenta claramente o que fez com que esse saísse, o fundamento diz que esses já passaram e o outro não e nesse sentido tinha que ser concedido essa liberdade provisória”, frisou.

Bula Tempo que tambem ja esteve  detido por um ano em 2015, acusa a justiça angolana de estar refém do sistema político, sobretudo quando se trata de situações de protestos e reivindicaçoes.

“Entendemos que, o que está por detrás destas manobras, são  as autoridades competentes do sistema político do MPLA , que neste preciso momento mantém o poder da justiça e são eles que decidem”.

As detenções dos três activistas ocorreram entre os dia 28 e 29  de junho, depois de terem sido colocados na rua dísticos, cuja autoria foi atribuída ao movimento criado há um ano, com os dizeres: “Abaixo as armas, abaixo a guerra, Cabinda não é Angola, viva o diálogo”.

As divergências na província de Cabinda, enclave rico em petroleo ao norte de Angola, é liderada pelos  independentistas da Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC), organização que luta desde 1968, pela  independência daquele território encravado entre a RDC e o Congo Brazaville.

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