Do colonialismo branco ao colonialismo negro – William Tonnet

A crônica do colonialismo branco ao neocolonialismo do Jornalista William Tonnet, Director do semanário Folha8, refere-se ao modo que o País t sido gerido com ignorância e bajulação, comparando o JLO a Adolfo Hitler e Salazar

Jonas Pensador

William Tonnet

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LOURENÇO NAVEGA ENTRE SALAZAR E HITLER (II)

Os títulos estão aqui. O país mudou.
O país está melhor, apregoam e cantam os bajuladores…
No terreno, no chão, na esquina, na respiração, no gemer, de cada um e cada uma, da maioria cidadã, que vegeta sem esperança e bússola orientadora, a realidade é outra e o horizonte é indefinido.
O país, ainda, teimosamente, chamado Angola, criação colonial, sem o crivo das várias identidades dos povos e micro-nações está transformado numa pocilga à céu aberto.
O melhor postal, exibido, orgulhosamente, em todas sessões de trabalho, no Palácio, em 2021, é o lixo, marca da mais deslavada vergonha e incompetência, num consulado assente na raiva e ódio, capitaneado por quem é apresentado como o super-poderoso chefe-presidente, João Manuel Gonçalves Lourenço, apontado, inicialmente, pelos seguidores bajús, como Messias-salvador, do MPLA/Angola, mas cujos actos, rapidamente o convertem próximo da identidade do imperador Nero, de Roma, que ante o insucesso das suas políticas, por não ter um programa de governação, incendiou a cidade, para acusar os adversários, à época, os cristãos…
A partidocracia reinante, actualmente, coloniza e neocoloniza, logo o território, só estará bom dentro de 55 anos quando o MPLA comemorar 100 anos de governo. Isto porque os decretos têm a força (legal) de entre um competente que seja independente, ou até de outro partido, e um incompetente que seja do MPLA, o Governo escolher aquele que é… incompetente.
O caso da governadora de Luanda, ex-governadora do Huambo, é um bom exemplo.
O departamento de inform(at)ação e propaganda do bureau político do comité central do MPLA, a ERCA do MPLA, a Fundação Assassino Agostinho Neto e o Pravda – Jornal da Angola do MPLA já conseguiram arranjar mais provas de dinheiro usado pelo líder de um partido da oposição para financiar campanhas de subversão nas redes sociais contra a incompetência da governação do MPLA?
Será preciso, alguém, no seu juízo perfeito fazer isso, quando em cada esquina o lixo mostra a cor dos incapazes e “assassinos” da competência e do respeito a cidadania? Não!
O MPLA unido, no tempo de José Eduardo dos Santos, já não era bom, mas tinha ricos e património, agora, dividido é pior, que uma matilha raivosa, capaz de disseminar o mal e criar danos irreversíveis, se, primeiro, a maioria dos seus dirigentes se acovardar e, depois, a juventude e cidadãos se conformarem e nada fazerem para inverter o rumo dantesco do país.
Definitivamente, em cerca de quatro anos, João Lourenço não tem sido competente, na apresentação de um programa unificador das várias lianas do país, nem é capaz de incutir o sentimento de cidadania e orgulho pátrio, quando entrega de mão-beijada as principais e maioria das riquezas do território, aos estrangeiros, seguindo as regras nefastas do FMI e BM (Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial).
Os angolanos, principalmente, nos últimos quatro anos, são escravos na sua própria terra e perderam a esperança de, com João Lourenço poderem integrar um empresariado angolano forte.
O que restava, os caboucos, da tentativa de criação de empresários robustos, mesmo sendo do próprio MPLA, casta Dos Santos, a ordem é matar, matar, matar, destruir, destruir e, no final, ceder ao estrangeiro ou aos barões da casta Lourenço.
É a velha lógica: MPLA É BOM A DIVIDIR MAS MAU A UNIR!
E se dúvidas houvesse, basta ver a incapacidade de gestão da tribo do poder, ante o estado calamitoso em que se encontram os arrestados/confiscados/abocanhados, supermercados Kero, Candando e outros bens e imóveis, que estão às moscas, sem lustro, desvalorizados, por ser património dos considerados gatunos do MPLA, da casta Dos Santos, agora sob controlo da casta Lourenço, que controla os órgãos de justiça e, orgulhosos de os ter deixado sem nada (mesmo sendo da gangue ideológica: MPLA), está, masoquistamente, indiferente aos prejuízos, aos crimes causados aos trabalhadores inocentes, que foram procurar um emprego e não corruptos, estando agora, lançados ao desemprego e colocando milhares de famílias a fome, miséria, sede, falta de educação, saúde, etc..
É o pico da irresponsabilidade consciente e responsável de uma quadrilha ideológica, apenas preocupada com o poder (1975-2021), indiferente à morte de milhões de cidadãos, numa clara prática e gestão criminosa e genocida, cujos crimes não prescrevem, sendo insusceptível de amnistia e, um dia, mais cedo do que tarde, os responsáveis pela situação dramática por que passam os angolanos, serão colocados ao crivo ou da vontade divina ou do voto popular.
Isto porque, nunca em tão pouco tempo, nem mesmo no período de guerra, se viu tanta fome, miséria, desemprego, prostituição infantil, delinquência, pessoas a catar sobejos de comida, para se alimentar, ante a indiferença do Executivo, pouco se marimbando nas provações das populações, entregues à sua sorte. Nem Salazar, na Portugalidade, nem Hitler, na imperialidade nazista, fariam melhor que João Lourenço e a sua corte, porque se descobre, que o ditador português e o alemão, ante o estado de miserabilidade por que passam os angolanos, eram, afinal fetos, no domínio da maldade governativa, porquanto, davam de comer às suas populações e aos colonizados, enquanto hoje, a política económica de João Lourenço, priva os cidadãos e obriga-os “militarmente”, a viver sem comer e, se reclamarem, ainda que pacificamente e sem armas, como no 30.01/Kafunfu, Luanda ou Cabinda, levam bala e, na resistência, mísseis intercontinentais da Polícia Nacional do MPLA.
Nunca houve tanta escravatura e domínio dos empresários estrangeiros como agora.
A Presidência da República atina-se pela inteligência e hoje estaria no centro da Europa do ponto de vista comercial e intervenção activa no combate internacional ao COVID-19 com a produção em larga escala de ventiladores de marca: NGOLACOD, a partir da empresa EFACEC, detida por uma angolana, que teria de disponibilizar, em fase de instrução processual, por alegada corrupção, duas linhas de produção, vocacionadas à produção de equipamentos para acudir às necessidades nacionais: hospitais e internacionais, venda, para recuperação de dinheiro fresco de que os cofres públicos carecem.
Mas a eleição da bestialidade político-jurídica levou ao seu confisco, transferindo de bandeja, para Portugal, a sua titularidade, quando Angola, conscientemente, escancarou debilidades, que o governo luso aproveitou, quando em cheque estavam 3.500 postos de trabalho de portugueses.
Assim, ante a burrice de uns, emergiu a inteligência republicana e patriótica de outros, que legitimamente levaram à sua nacionalização, com os encargos bancários a recair fora da sua esfera jurídica-económica, pese a medida.

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