Centenas de Manifestantes detidos em Luanda

Mais de 120 maniestantes foram detidos este sabádo em Luanda e Uíge, por tentativa de uma manifestação anulada 24h antes da sua realização. Entre os deitos constam O Secretário-geral da juventude da UNITA, Agostinho Kamwango e Manuel Nito Alves que queixam-se de maus-tratos na cadeia.

Jonas Pensador

Repórter Angola

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O secretário-geral da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), agremiação juvenil da UNITA, que se encontra detido desde sábado passado, queixa-se de estar a ser maltratado.

Agostinho Kamuango fez esse rápido desabafo à imprensa, quando saia escoltado por dois agentes da polícia de uma das salas do tribunal para a casa de banho.

“Estou a ser tratado de forma desumana”, sublinhou Agostinho Kamuango. Presente no tribunal, o deputado da UNITA, Nelito Ekuikui, advertiu que o partido dirigido por Adalberto Costa Júnior, vai “trabalhar com um conjunto de advogados visando abrir um processo contra os excessos da Polícia Nacional”. Entre outras, o jovem dirigente da UNITA fez saber que a organização poderá também remeter para as “embaixadas acreditadas em Angola” e entre “outras organizações internacionais”, um relatório detalhado não só sobre os últimos incidentes, mas também sobre outras realidades do país.

Mihaela Webba, deputada e constitucionalista, considera político o julgamento dos jovens manifestantes, dado que, segundo observa, determinadas “pessoas foram escolhidas a dedo para serem presas e para efectivamente dar a ideia de que foram as mentoras de actos de arruaça e vandalismo”.

 

Navita Ngolo, também deputada pela bancada da UNITA, lamentou, no primeiro dia de julgado, o facto de os jovens terem permanecido presos mais de 48 horas sem uma acusação formada.

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