“BRINDE reactivada” UNITA reforçada com Generais reformados para contrapor possíveis fraudes nas eleições

Embora muitos com idades já avançadas, demostram alguma vitalidade, fruto da qual, o partido do Galo Negro convidou—os a embarcar na espinhosa missão de evitar irregularidades, em larga escala, no processo eleitoral que se avizinha.

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NMC

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A reforma de muitos oficiais das Forças Armadas Angolanas permitiu à UNITA reaver alguns dos seus melhores cérebros com os quais não podia contar durante décadas.

Embora muitos com idades já avançadas, demostram alguma vitalidade, fruto da qual, o partido do Galo Negro convidou—os a embarcar na espinhosa missão de evitar irregularidades, em larga escala, no processo eleitoral que se avizinha.

Alguns oficiais generais como são os casos de Peregrino Huambo Chindondo e Apolo Felino Yakuveka precipitaram a sua ida à reforma, não só porque reuniam condições para tal, mas sobretudo porque pretendiam voltar à vida política activa, dentro do partido que os projectou.

Com ligeiras adaptações, eles a par de outros generais reformados como Domingos Lutock Wiyo e Renato Campos, teriam a missão de ajudar a direcção da UNITA a realizar estudos tendentes a anular ou minimizar alegadas “fraudes” no processo eleitoral.

De salientar que o maior partido na oposição tem um gabinete de estudos e análises, mas a sua actuação tem estado aquém da expectativa.

Uma fonte próxima da direcção da UNITA disse que nas hostes do partido, já se começa a conjecturar um ambiente turbulento na véspera de eleições, com fraca cobertura e/ou manipulação das suas actividades políticas.

Também prevêem algum nervosismo de militantes do partido no poder “devido a algum insucesso na concentração de militantes”. Visto de vários ângulos, a nossa fonte não tem dúvidas que se trate de uma pequena Brinde que se pretende criar.

Ela justifica porquê: alguns oficiais que voltam ao partido para ajudarem a recolher, analisar e classificar toda informação e, também, participarem na Frente Unida, têm passagem nos serviços de segurança da UNITA que depois de se chamar Brinde, passou a ser conhecida como SGI e mais tarde como Brigada de Informação Geral (BIG).

Eles, os dirigentes da UNITA, olham para o SINSE, como uma instituição ao serviço do MPLA, cuja acção tem estado na base de alguns desequilíbrios políticos, sendo necessário contrapor com acções paralelas. Para além do Conselho Presidencial e o Gabinete de Estudos e Análise, o partido liderado por Adalberto Costa Júnior tem ainda o Conselho Nacional de Jurisdição, instituições que deverão absorver os oficiais referenciados que têm, também, a missão de mobilizarem os outros ainda no activo para aderirem ao partido.

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