Assembleia Nacional sem condições para receber Chefe de Estado João Lourenço para Discurso sobre Estado da Nação

O Presidente angolano João Lourenço, pretendia discursar na próxima sexta-feira 15, sobre o Estado da Nação, aguardado com muita espectativa, mas o Parlamento ainda não reuniu as condições e caso aconteça será um discurso sem o público, sem Jornalistas e nem convidados , devido ao Decreto presidencial que impede acesso as instituições públicas sem vacinas .

DR

Repórter Angola

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

A Assembleia Nacional poderá adiar para os dias 18 a 23 o discurso do Chefe de Estado João Lourenço, previsto para dirigir uma mensagem à nação esta sexta-feira 15, por falta de vacinação dos visitantes e Jornalistas.

A Ministra da Saúde Silvia Lutucuta é apontada como tendo desrespeitar a Assembleia Nacional e a Presidência da República, por não ter enviada uma equipa de vacinação contra Covid-19 ao Parlamento angolano onde o Chefe de Estado prevê discursar sobre o Estado da Nação.

Mais de 120 convidados e 69 Jornalistas, ficaram sem acesso ao recinto do parlamento, soube uma fonte do Repórter Angola.

Uma fonte da Assembleia Nacional confidenciou ao Repórter Angola que o Parlamento angolano ainda não criou condições para Jornalistas e convidados ou deputados que ainda não tenham tomado a vacina, para o acesso dos mesmos no recinto , visto que o decreto presidencial entra em vigor no mesmo dia 15.

Ao Repórter Angola, o director do gabinete de imprensa da Assembleia Nacional não quis explicar nada e não atendeu, mais membros do seu gabinete garantiram que não foram criadas condições para que a Assembleia Nacional pudesse montar um posto de vacinação aos visitantes .

” Aqui não montamos nenhum posto de Vacinação, ainda nada sabemos sobre isso e pelo que tudo indica devem apresentar apenas o cartão” confirmou a fonte .

Conforme avançou em primeira mão o Repórter Angola, estava marcado para o Presidente da República  discursar as  11h30 na reunião plenária solene de abertura da quarta Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional, da IV legislatura,  que poderia decorrer esta Sexta-feira, 15, tinha como ponto alto a mensagem sobre o Estado da Nação dirigida ao País pelo Presidente da República, João Lourenço.

Para O Activista Agostinho Dos Santos diz esperar-se de um ” discurso vazio do chefe de Estado”.

” João Lourenço não trará nada de novo, vai ser  discurso como muitos já proferido por ele, vazio e de promessas de desilusão que na prática nunca serão cumpridas , vai voltar a falhar nas estatísticas,no início do seu mandato prometeu transformar Benguela em Califórnia, dar 500 mil empregos, até hoje já no fim do seu mandato nada cumpriu e o curioso foi pela primeira vez em Angola um banco público BPC, Sonangol , a despedirem trabalhadores ” rematou o Activista .

O Discurso sobre o Estado da Nação é antecedido pela comunicação da situação social e económica actual pelo colégio Presidencial da CASA-CE que transmite aos angolanos uma ” verdadeira estado da nação” esta quarta-feira 13, uma análise a ser preferida pelo seu coordenador Manuel Fernandes em Luanda.

Já na próxima segunda-feira, Isaías Samakuva, fará o ponto de situação sobre as falhas de João Lourenço, no discurso de sexta-feira 15.

Enquanto alguns políticos dizem esperar por medidas eficazes para combater a crise económica, activista afirma que serão mais falsas promessas.

Lucas Ngonda, deputado  da FNLA, espera que sejam dadas explicações sobre o que já foi feito em torno do combate à corrupção, bem como uma saída para a crise económica porque “queremos saber o que foi feito”.

Por seu lado, o activista e professor Osvaldo Caholo, tem um posição diferente.

Para ele, João Lourenço fará mais um discurso para distrair o povo angolano.

Muita expectativa relativamente ao que João Lourenço vai dizer sobre a realidade do país e a estratégia do Governo para a resolução dos principais problemas de Angola.

Nos termos da Constituição (artigo 118º), o Chefe de Estado dirige ao país, na abertura do Ano Parlamentar, na Assembleia Nacional (a 15 de Outubro), uma mensagem sobre o Estado da Nação e as políticas preconizadas para a resolução dos principais problemas e para o desenvolvimento do País.

PUB