AGOSTINHO NETO NÃO É MEDICO, E NÃO NASCEU EM ANGOLA

António Agostinho Neto continua vestido de um falso heroísmo em Angola, onde nunca terá nascido. A mentira continua a disseminar – se pela atmosfera angolana, e a envenenar o ar com um espírito incerto de um falso angolano, que mesmo tendo nascido em Cabo – verde, na Ilha do Pôr do Sol em Santo Antônio, é mais angolanizado que os próprios angolanos nascidos em Luanda, em Benguela, no Huambo, no Bié, no Moxico, em Cabinda, em Malanje ou em qualquer outro lugar.

com Lil P

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“A mentira continua a disseminar – se pela atmosfera angolana, e a envenenar o ar com um espírito incerto de um falso angolano, que mesmo tendo nascido em Cabo – verde, na Ilha do Pôr do Sol em Santo Antônio, é mais angolanizado que os próprios angolanos nascidos em Luanda, em Benguela, no Huambo, no Bié, no Moxico, em Cabinda, em Malanje ou em qualquer outro lugar” descreve o Politologo Joao Hungulo

Um Livro datada de 1981, da autoria de Maria Eugénia Neto, intitulado “Em Cabo – verde Nasceu um menino e o menino chamou-se Agostinho Neto”, veio ao lume, e, esse livro na sua introdução aponta com linhas certeiras a origem de António Agostinho Neto, um pseudo – médico, o livro afirma na sua introdução que Neto nasceu na Ilha do Pôr do Sol, em Santo Antônio, em Cabo-verde. A verdade vem sempre à tona, mesmo sendo a última à aparecer. Neto, não nasceu em Angola, nasceu em Cabo – verde.

António Agostinho Neto continua vestido de um falso heroísmo, mesmo não tendo feito quase nada para o bem do País. Dos Santos por tudo quanto deu ao País, não terá sido transformado em herói, peso as relevantes contribuições que terão marcado a sua carreira, Dos Santos recebeu o fardo do desespero, deixado pela guerra imposta por Neto quando violou os “Acordos de Alvor”, tendo conquistado a Paz, implementou uma economia de livre – mercado ao transitar de uma República Popular à uma República Democrática, perdoou os seus inimigos em 2002, tendo – se oposto aos falcões do regime que insistiam em tornar pó o inimigo, porém, Dos Santos insistia na reconciliação nacional e na reinserção social dos inimigos. Reconconstruiu um País devastado há mais de 30 anos pela guerra civil, pôs – se fora do poder por uma transição pacífica, e única em África, sob seu próprio pretexto e vontade, embora terá dedicado toda sua vida à Angola, em Dos Santos apenas pesam culpas, e, o regime tem – se negado em chamar – lhe herói, ou mesmo Patriota, embora tenha feito muito pelo País. Porém, Neto, continua iluminado por toda sorte de aplausos do Partido que sempre dirigiu, tendo sido tornado num líder divino e imortalizado no círculo do regime. Mas, a verdade parece estar a apanhar poeira nos armários dos “bunkers” do regime dirigido por João Lourenço, um outro cidadão estrangeiro, que nascido na República Democrática do Congo, imigrou na companhia dos pais à Angola, ainda cedo, mas a sorte não lhe terá poupado o destino, foi nele onde a mão divina de Dos Santos pousou o poder, tendo – se transformado em Presidente para Angola. Colocado na presidência pelo seu antecessor, João Lourenço, (“o exonerador implacável”) transformou – se num verdugo para Dos Santos, tendo atingido Dos Santos em tudo que é canto deste mundo, por meio do alcance da primogénita e do filho – varão. Lourenço é o verdadeiro líder ingrato, que não reconhece o sacrifício do seu antecessor que tê – lo – á dado o poder de bandeja contra a vontade da maioria do Partido.

A outra mentira esfarrapada em torno da figura do líder divino do regime é a sua formação académica, Neto não terá terminado o curso de Medicina em Coimbra, nem sequer em Lisboa, Neto ficou pelo terceiro ano de medicina, tendo interrompido a formação devido às perseguições pela PIDE. Foi quando frequentava o terceiro ano de medicina que terá sido preso, mas a graça do PCP permitiu a sua fuga na companhia da esposa.
Os seus pais, Agostinho Neto, e Maria da Silva Neto eram missionários metodistas que emigraram para Angola ao 10 de junho de 1934. Neto era um filho bastante mimado e exaltado pelos pais, que na verdade não eram pobres, eram de uma classe média.
Em 1937 iniciou os seus estudos secundários no Liceu Salvador Correia, um dos liceus por onde passava a malta mais prestigiada da sociedade civil, na era colonial, não era na verdade um liceu para pretos. Foi ali onde Neto concluiu o sétimo ano colonial em 1944. Tendo terminado o sétimo ano colonial, Agostinho Neto terá sido contratado pela África Ocidental Portuguesa para exercer a função de funcionário dos serviços de saúde. Nesta altura, o sonho de frequentar uma faculdade de medicina
era ainda uma verdadeira miragem inalcançável, mas a sorte, andou cravada à sua trajectória, Neto terá sido acusado de viajar à custa dos pais à Portugal, tendo – se alojado em Coimbra onde terá iniciado a sua formação em Medicina. Na Universidade de Coimbra, Neto optou por uma guerra secreta contra o regime colonial, tendo participado na fundação da Casa dos Estudantes do Império. Mas ninguém lhes engane, Neto não terminou a faculdade de Medicina em Coimbra. A sorte esteve sempre ao lado de Neto, foi assim que, em 1948 ganhou uma bolsa de estudos pelos metodistas americanos, transferindo – se à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde terá continuado a formação, mas as suas actividades revolucionárias não conheciam um fim único, Neto continuava em pé, de pedra e cal, inamovível e sem ferrugem.

Da grande imensidade de estudantes que embarcavam à Portugal saídos de Angola, grande número dos quais era constituído por adolescentes, com suas idades entregues à uma estatura e juízo de inocência, não lhes dava alguma noção sobre o real problema vivido em Angola como disse Michael Jackson “A magia, a maravilha, o mistério e a inocência do coração de uma criança são as sementes de criatividade que vão curar o mundo”.

Era a alegria da criança que ainda fazia rosto do seu semblante, como escreveu Vergílio Ferreira “A verdadeira pergunta é inocente, e, é por isso mais própria de criança. A resposta perdeu já a inocência e, é assim mais própria do adulto”. “Vamos à metrópole, vamos estudar para ser alguém no amanhã”, — era assim que o magote de estudantes se dirigia à metrópole, com o intuito de colher os subsídios das lições sapientes forçados à fazê – lo à sapos engolidos, consequentes dos maus tempos coloniais, mas também, estavam longe do alcance cognitivo do privilégio que haveriam de encontrar no que tange a ruptura da era colonial e o início de uma luta clandestina em prol da emancipação em Angola, outrossim, em nada sabiam se viria ser uma altura para desenvolver as fogueiras de revoltas face ao dramático regime ditador de salazar que impunha com o seu ódio o racismo e o castigo sobre o povo autóctone de Angola, como diz a música de Bob Marley — Freedom Time [tempo de liberdade]:

“Recebeu a notícia das árvores sussurrantes
Este é o momento em que o homem deve ser livre
Não mais queimar em vão Corrigir
Todos nós perdemos teremos a ganhar.
Preparem-se, crianças”.

Mesmo os que se fizeram forasteiros na idade adulta, sobre poucos pesou a carga de militância anti – colonial para fazer face às vicissitudes da era escrava, foi neste prisma alheio à sua terra Angola, que estudantes se moviam às terras lusas em busca da formação. Muitos acabaram por conhecer – se e aprender sobre Angola na Casa dos Estudantes do Império, porque quanto presentes em Angola eram autênticos inocentes, desconhecedores de tudo quando em volta da nação e no seu âmago se debruçava, como escreveu Abraham Lincoln: “Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas deixar de ser vítima dos problemas, e, se tornar o autor da própria história”.

Lúcio Lara, já se tinha deslocado à Europa ao encontro de novos privilégios para a rebelião contra o Estado Novo de Salazar, pela ironia do destino, a Europa não o pude dar o tão desejado privilégio, tentou promover os ultramarinos, escrevendo poemas e prosas, através da atribuição à estes de um papel chave na luta de libertação de Angola, como escreveu o grande poeta Luso – Camões:
Mudem – se os tempos,
Mudem – se as vontades,
Mude – se a confiança,
Todo mundo é composto de mudanças,
Tomando sempre novas qualidades”.

Continuamente vemos novidades diferentes em tudo da esperança, do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem (se alguém houve as saudades).

Pela ironia do destino, os ultramarinos estavam completamente isolados, sem conseguir nenhum escrito de Lara que se situava na Europa, todavia, nem mesmo os escritos de Lara teria de alguma sorte a ousadia de atravessar oceanos e chegar à Lisboa ou ainda passar continentes e chegar à Luanda. As notícias e outras comunicações não passavam pela Europa e tão-pouco a luta física do povo angolano viajava nos paquetes coloniais. Não fazia escala por Portugal e não frequentava as suas Universidades, como diz o adágio anónimo: Eu visto preto por fora e por dentro, guerreiro poeta entre o tempo e a memória.

A paciência seguia – lhes a marcha, tomando posse das pisadas porque faziam os jovens estudantes oriundos do ultramar. Vinham de suas terras natais de cabeças despidas de consciência sobre os
factos, sobre as revoluções, muitos dos quais, meninos e adolescentes, de que a inocência não os poupava impor a isenção das coisas, tinham como companhia predilecta o desconhecimento do que se passava em Angola e na Metrópole, a inocência os encobria a alma até ao cimo deixando – os completamente surpreendidos pela verdade descoberta sobre a história do colonialismo e do racismo em suas terras. Não lhes restava dúvidas de que era o conhecimento que os trazia mover – se à Metrópole. Estavam conscientes de que cumpririam uma missão de forasteiros oriundos do ultramar em busca do saber, para dessedentar o que os pesava de ignorância. Todavia, os planos caíram – lhes em terrenos alheios, os objectivos curvaram – se de rotas desconhecidas, divergiram – se as metas. Era a luta em prol da liberdade de que fizera o rosto do reflexo de maior utilidade para o sacrifício dos miúdos, como recorda Che Guevara “O nosso sacrifício é consciente. É a quota à pagar pela liberdade que construímos”.
A CEI teve como artesão – o Ministro das Colónias Portuguesas e o Comissariado Nacional da Mocidade Portuguesa, sendo dirigida ao caixilho dos estudantes originários das Colónias portuguesas (de África, Índia, Macau e Timor), o então Ministro Vieira Machado foi o factor decisivo para seu primórdio, granjeou a marca da tinta da caneta de Oliveira Salazar como consentimento. No que confina suas directrizes geográficas, faz – se evidenciar endereços segundo os quais, essa sentia-se localizada em Lisboa, na Avenida Duque de Ávila, nº 23, sua difusão transpôs fronteiras na altura, tendo atingido coimbra e a cidade do Porto, onde fazia – se representar com as suas delegações. Aberta aos estudantes de todo o espaço ao tempo considerado português, do Continente ao mais afastado quinhão que arvorasse a Bandeira das Quinas, inicialmente quase só oriundas de europeus chegados das colônias deram corpo a essa associação estudantil, era nessa era o racismo a palavra emblemática do poder imperial português. Depois passou à receber indivíduos que detinham pele clara (mestiços filhos de portugueses advindos das colónias), somente mais tarde negros chegaram à fazer corpo à sua vida.

Ao abrirmos as portas da história da época escrava, encontramos em pé os caminhos por onde atravessou a origem da Casa dos Estudantes do Império. O manto que encobriu o advento da origem da luta anticolonial era dirigido por intelectuais – nacionalistas angolanos que armaram – se desde o ponto de vista psicológico e intelectual na Casa dos Estudantes do Império (CEI), esta casa brotou – se da união das diversas casas dos estudantes sobre – vindos das colónias onde a casa dos estudantes de Angola foi a primeira a surgir. A Casa dos Estudantes de Angola veio à origem por volta do último quartel do ano 1943, neste ano um grupo de estudantes universitários oriundos de Angola, decide criar, em Lisboa, a Casa dos Estudantes de Angola (CEA) (Entre os seus fundadores estiveram alguns indivíduos que anteriormente tinham pertencido a Organização Social Angola). Uma associação empenhada em alcançar que amplifique o número de estudantes daquela colónia que estudam na Metrópole, outorgando – lhes a certeza de que não se achariam isolados, pois a Casa lhes coadjuvaria a acomodação ao meio que lhes era alheio, e lhes daria auxílio e lenitivo no rítmo do desenvolver dos estudos em terras tidas por eles de ser estranha. Os homens que projectaram o começo da Casa dos Estudantes de Angola foram os estudantes angolanos interessados em actos associativos que dessem corpo à grandeza de Angola. Este engenhoso húmus de intelectuais ocultou ao longo da história uma máquina anti – colonial atestada na pessoa de contumazes intelectuais na apologia dos interesses da liberdade e da emancipação das colónias.
Os dirigentes dessa casa convocaram o socorro do Professor Marcelo Caetano (dando – lhe o título de presidente de honra da CEA), para que influenciasse junto do Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa, no âmbito do agasalho e penhor aos estudantes que dessa casa se impunham ficar, implorando também o apoio de algumas firmas coloniais. Todavia, foi através da casa dos estudantes de Angola, que a origem das demais casas de estudantes não ficou presa nos sonhos sem efectividade prática.

A Casa dos Estudantes de Angola colocou no seu enxoval a Casa dos Estudantes de Cabo Verde, a Casa dos Estudantes da Índia, a Casa dos Estudantes de Macau. Nesta sorte, o Ministro das Colónias, por volta de 1944, chamou todas as casas à união a sua mãe – Casa dos Estudantes de Angola para as amamentar — cujo resultado deu por congénita a Casa dos Estudantes do Império, neste prisma, “a Casa dos estudantes de Angola é a verdadeira mãe que nasceu as revoluções no ultramar”, neste prisma, Angola tornou – se numa mãe forasteira que teve um parto de pesado sacrifício e dor.

A CEI estava alheia ao temporal prestes à desencadear-se em Angola, longe do forte militantismo político que ali cimentava o rebanho de intelectuais nacionalistas do movimento popular de libertação de Angola, a guerra anti – colonial que se avizinhava com seus pés à nascerem na cachimónia de nacionalistas de proa e intelectuais célebres estava longe de ser prevista, era um sonho misterioso que para os colonizadores não encontrava espaço no mundo real de coisas.

Desde a fase em que a CEI veio à natureza, o governo da tirania Salazarista arranjou – lhe as regras em esmeros, nenhum estudante era – lhe cedido à ordem à salto falso, sobre as linhas das normas que norteavam o funcionamento da CEI, ninguém poderia cruzar, tudo realizado à luz do Ministério das Colónias, entidade orgânica que transportava a responsabilidade cimeira da Casa, deixando os intelectuais órfãos dos maus tempos. Assim, a Mocidade Portuguesa (MP) também a responsabilidade sobre a CEI passou a pesar – lhe o corpo, como uma criança amarrada às costas, o que se vê em Janeiro de 1945 quando a CEI veio à tona com a abertura de um ciclo de palestras cujo patrocínio vinha do MP, Marcelo Caetano, aquele que lhe cabia o papel de patrono – maior, vem expressar aquilo que o regime de Salazar esperava da Casa.

Ao longo do curso coloquial que tinha por actores os estudantes da CEI, a colaboração de todos os estudantes que faziam corpo à CEI era uma palavra de perseverança expressa na ordem superior, para que tanto a CEI como a Mocidade Portuguesa (MP) viessem juntas amarradas aos mesmos ideais de entidade recíprocas. O que nos parece à cheiro de revolução foi o facto de quase todos os membros responsáveis pelo corpo gestor da Casa dos Estudantes do Império (no ano lectivo de 1945-46) colocaram – se inscritos à listas de membros do MUD, de maneira bilateral desde Lisboa à Coimbra voava um ar alheio à existência da ditadura no império, já se respirava o ar de controvérsias que fazia frente à famosa ditadura imperial Salazaristas.

O PAPEL DE NETO E LARA NA CONSTRUÇÃO DAS REVOLUÇÕES

Desde o distante ano de 1946, a gestão da CEI era composta por estudantes activistas sociais, tendo – se constituído por elementos ligados ao MUD (Movimento de Unidade Democrática). Ao longo desta época. Agostinho Neto nesta era assumiu um dos papéis chaves da direcção da CEI em Coimbra, foi a partir de então que os relatórios da PIDE vêm arvorando os seu nome e de seu confrade Lara como de terem ligações com Joaquim Namorado, com o Ateneu de Coimbra e, pelos primeiros relatórios da PIDE sobre a Casa dos Estudantes do Império de Coimbra, onde é acusada de albergar perigosos comunistas que têm contactos com meios oposicionistas abertos, sobretudo esses meios do neo-realismo e do Ateneu de Coimbra, parafraseando o poeta mexicano Abel Pérez Rojas (1970) “Somente o tempo nos permitirá dar às revoluções a sua justa dimensão heróica”. Parafraseando Eça de Queirós:

“As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mas uma felicidade. Decerto que os horrores das revoluções são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regimes colonias, com as tiranias coloniais, são maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de gravidez e esmagadas com pedras, as crianças e os velhos morrendo sob o abandono ao ar frio, de fome e sem nada para vestir. As desgraças das revoluções são dolorosas, são fatalidades, mas os maus tempos das tiranias são ainda piores que isso tudo”.

Agostinho Neto transformou – se em artífice das revoluções na CEI, num verdadeiro guerreiro anti – fascista forjado na CEI, e veio desde logo, ser acusado pela polícia secreta de Salazar de pretender impulsionar a candidatura de Norton de Matos e instigá – lo à fazer uma sessão de esclarecimento em Coimbra no ano de 1949. Desde então, os anos de 1945 à 1949 a CEI, volveu – se no povoado de revolucionários, um rancho de estudantes arriscados passou a constar nos relatórios da PIDE, de terem ligações directas e estarem inscritos no MUD – Juvenil e de terem relações ávidas com os grupos de oposição ao regime de Salazar.

Neto não terminou a sua formação em medicina em Lisboa, era apenas estudante do terceiro ano quando deslocou – se em fuga à Marrocos em 1957, sabemos todos que o curso de Medicina são seis anos consecutivos e não três anos apenas, desde logo, é falso acusar Neto de ser um médico enquanto não terá terminado a sua formação em Medicina. Ao ter ficado pelo terceiro ano, conclui – se que, Neto nunca foi nenhum médico, foi apenas estudante de medicina.

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