Laicos contra a decisão da Assembleia Nacional

O Comité dos Laicos Congoleses (CLC) vai apoiar o partido UDPS, liderado por Félix Tshisekedi, na sua marcha contra a homologação, pela Assembleia Nacional, de Ronsard Malonda, como novo presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

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Num apelo lançado, ontem, o CLC e os parceiros convidam todos os membros, a participarem numa marcha que a UDPS organiza, amanhã, contra o novo presidente da CENI, lê-se num comunicado publicado pela Agência France Press.

“O CLC e parceiros convidam todas as forças vivas da Nação para participarem de forma massiva em todas as marchas de protesto a serem organizadas no país e no resto do país, nomeadamente em Kinshasa, Goma e Lubumbashi”, indica o apelo, assinado conjuntamente por Gertrude Ekombe, Julien Lukengu, Isidore Ndaywel, Justin Okana e Franklin Mbokolo.

A homologação, pela Assembleia Nacional de Ronsard Malonda como futuro presidente da CENI é “irregular”, denunciou o secretário-geral do partido Novo Impulso “Nouvel Élan”, Steve Kivuata, que aponta a plataforma FCC do ex-Presidente Kabila de estar por trás da manipulação.

“As confissões religiosas, principalmente as igrejas Católica e Protestante não votaram por Ronsard Ma-londa”, avança uma declaração publicada sexta-feira pelos seus dirigentes.

Numa declaração assinada pelo seu secretário-geral, Donatien Nsole, a Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO) diz ter tomado conhecimento “ com estupefacção” da homologação da candidatura de Ronsard Malonda como futuro presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

Ataque em Ituri

Pelo menos, onze pessoas, entre civis e militares, morreram, ontem, num ataque atribuído a milícias, em Ituri, no Nordeste da República Democrática do Congo, revelou uma fonte local citada pela AFP.

Militares, polícias e um funcionário da Administração contam-se entre as vítimas mortais, na “emboscada”, a dois veículos na vila de Matete, em Bunia, capital da província de Ituri, segundo o administrador do território Djugu, Adel Alingi Mokuba.

Entre Outubro e final de Maio, pelo menos, 531 civis foram mortos por grupos armados na região, incluindo 375 desde Março, segundo a ONU.
Em Janeiro, as Nações Unidas estimavam que 701 pessoas foram mortas na região Nordeste do país, desde Dezembro de 2017.

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