Governos da América Central e Espanha exortam Nicarágua a libertar líderes da oposição

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Costa Rica, Belize, Guatemala, Panamá, República Dominicana e Espanha exortaram na quinta-feira a Nicarágua a libertar os líderes políticos da oposição detidos nos últimos dias.

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Lusa

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“Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Costa Rica, Belize, Guatemala, Panamá, República Dominicana e Espanha exprimem a sua profunda preocupação com as recentes ações desenvolvidas pelo Governo da Nicarágua contra importantes líderes da oposição naquele país, que ameaçam o livre exercício da democracia. Exortamos à sua libertação imediata e à restituição dos seus direitos políticos”, lê-se numa declaração divulgada.

No texto acrescenta-se que os ministros dos Negócios Estrangeiros recordam à Nicarágua “a sua obrigação de respeitar todas as suas obrigações internacionais, particularmente na área dos direitos humanos” e que é “essencial evitar ações que imponham restrições à livre participação de todos os atores políticos na sociedade no processo eleitoral, devendo ser assegurado o pluralismo político e a liberdade de expressão”.

“O povo da Nicarágua merece a garantia de eleições justas, livres, independentes, transparentes, credíveis, inclusivas e observadas internacionalmente”, conclui-se.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da América Central e de Espanha reuniram-se na quarta-feira em San José, capital da Costa Rica, para preparar a cimeira presidencial do Sistema de Integração Centro-Americana (SICA) e de Espanha.

Vários líderes da oposição nicaraguense, incluindo quatro candidatos presidenciais, foram detidos esta semana, a cinco meses das eleições gerais.

A polícia nicaraguense mantém sob prisão quatro candidatos presidenciais da oposição – Cristiana Chamorro, Arturo Cruz, Félix Maradiaga e Juan Sebastián Chamorro García, para além do antigo chefe do Conselho Superior da Empresa Privada (Cosep) José Adán Aguerri, o antigo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros José Pallais, a ativista da oposição Violeta Granera, e dois antigos colaboradores de uma organização não-governamental.

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