EUA: “Joe Biden mais progressista do que se estava à espera”

No primeiro discurso ao Congresso, prestes a cumprir os primeiros 100 dias na Casa Branca, o Presidente norte-americano Joe Biden defendeu que os Estados Unidos têm de "provar que a democracia ainda funciona”.

AFP

RFI

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Pela primeira vez, Joe Biden surgiu ao lado de duas mulheres, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e a sua vice-presidente, Kamala Harris, uma imagem inédita na história do país.

No seu discurso, o Presidente norte-americano lembrou a criação de 1,3 milhões de empregos nos últimos três meses e prometeu combater a pobreza infantil. Joe Biden sublinhou o aumento do salário mínimo de 390 mil trabalhadores e disse querer pôr o 1% às grandes fortunas a pagar a maior parte do plano de combate à pobreza e à desigualdade nos EUA.

O jornalista Germano Almeida, autor do livro de cinco sobre presidências americanas, o mais recente, “Joe Biden – O Homem e as suas Circunstâncias”, a chegar às livrarias, analisa os primeiros 100 dias de Joe Biden na liderança dos Estados Unidos.

“Os primeiros 100 dias de Biden no poder são muito positivos. O discurso no congresso mostra que a bola está do lado do Presidente. Existe um nível de aprovação importante, embora os republicanos acusem o Presidente norte-americano de ter feito uma campanha presidencial ao centro e governar agora mais à esquerda”, afirma Germano Almeira, lembrando ainda “a assunção da agenda de Biden no apoio federal aos mais desfavorecidos”.

Joe Biden evocou a campanha de vacinação contra a Covid-19 e o plano de retoma da economia, como as suas primeiras grandes conquistas.

ESTADOS UNIDOS

EUA: Joe Biden quer ser o Presidente dos desfavorecidos

Presidente americano Joe Biden perante a vice-presidente Kamala Harris (à esquerda) e Nancy Pelosi, a porta-voz da Casa Branca a 29 de Abril de 2021 no Congresso americano..
Presidente americano Joe Biden perante a vice-presidente Kamala Harris (à esquerda) e Nancy Pelosi, a porta-voz da Casa Branca a 29 de Abril de 2021 no Congresso americano.. REUTERS – POOL

O Presidente dos Estados Unidos fez o seu primeiro grande discurso diante do congresso esta quarta-feira, 28 de Abril, na véspera de completar os 100 dias na Casa Branca. Joe Biden evocou a campanha de vacinação contra a Covid-19 e o plano de retoma da economia, como as suas primeiras grandes conquistas.

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O Presidente norte-americano apareceu diante um público seleccionado, tendo em conta as restrições sanitárias devido à pandemia do coronavírus, composto por democratas e republicanos.

Pela primeira vez na história, Joe Biden surgiu ao lado de duas mulheres: Nancy Pelosi, presidente democrata do Congresso, e Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos.

Na tribuna, o Presidente democrata falou dos “progressos extraordinários” realizados nos Estados Unidos nos 100 dias da sua presidência, face à crise sanitária e económica.

“Posso afirmar que a América está a avançar (…) Há cem dias a casa estava em chamas, mas agora ela “está preparada para avançar” graças aos planos de resgate e às reformas adoptadas”, assegurou.

Entre as suas conquistas, o chefe de Estado insistiu “na logística da vacinação”, lembrando que 96 milhões de pessoas, 30% da população, estão vacinadas.

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EUA: Joe Biden quer ser o Presidente dos desfavorecidos

Presidente americano Joe Biden perante a vice-presidente Kamala Harris (à esquerda) e Nancy Pelosi, a porta-voz da Casa Branca a 29 de Abril de 2021 no Congresso americano..
Presidente americano Joe Biden perante a vice-presidente Kamala Harris (à esquerda) e Nancy Pelosi, a porta-voz da Casa Branca a 29 de Abril de 2021 no Congresso americano.. REUTERS – POOL

O Presidente dos Estados Unidos fez o seu primeiro grande discurso diante do congresso esta quarta-feira, 28 de Abril, na véspera de completar os 100 dias na Casa Branca. Joe Biden evocou a campanha de vacinação contra a Covid-19 e o plano de retoma da economia, como as suas primeiras grandes conquistas.

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O Presidente norte-americano apareceu diante um público seleccionado, tendo em conta as restrições sanitárias devido à pandemia do coronavírus, composto por democratas e republicanos.

Pela primeira vez na história, Joe Biden surgiu ao lado de duas mulheres: Nancy Pelosi, presidente democrata do Congresso, e Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos.

Na tribuna, o Presidente democrata falou dos “progressos extraordinários” realizados nos Estados Unidos nos 100 dias da sua presidência, face à crise sanitária e económica.

“Posso afirmar que a América está a avançar (…) Há cem dias a casa estava em chamas, mas agora ela “está preparada para avançar” graças aos planos de resgate e às reformas adoptadas”, assegurou.

Entre as suas conquistas, o chefe de Estado insistiu “na logística da vacinação”, lembrando que 96 milhões de pessoas, 30% da população, estão vacinadas.

Apresentando-se como o defensor da classe média, Joe Biden lembrou que nos últimos três meses foram criados 1,3 milhões de empregos e defendeu os progressos na luta contra a pobreza infantil. O chefe de Estado falava na mesma semana em que aumentou o salário mínimo de 390 mil trabalhadores e explicou como quer pôr o 1% mais rico a pagar a maior parte do seu plano de 1,8 biliões de dólares (1,5 biliões de euros) de combate à pobreza e à desigualdade. Um projecto que já recebeu as críticas dos republicanos.

Diplomacia Firme

Durante mais de uma hora, Biden voltou a falar nos temas que evocou no discurso de tomada de posse: luta contra as alterações climáticas, contra a violência doméstica, porte de armas e a legislação para proteger os “Dreamers”. O Presidente pediu ao senado para adoptar, no mês de Maio, o projecto de lei que visa reformar a polícia, por ocasião do aniversário da morte do afro-americano George Floyd.

No plano diplomático, Joe Biden mostrou-se firme face a Pequim e a Moscovo. O Presidente dos Estados Unidos assegurou que vai defender os interesses do país, sublinhando, porém, a sua disponibilidade para o diálogo.

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