Bolsonaro atinge o pior nível desde início do mandato

A reprovação dos brasileiros face à gestão do Presidente, Jair Bolsonaro, continua com tendência de aumento e atingiu os 53%, o pior nível desde o início do seu mandato, segundo uma sondagem hoje divulgada pelo Instituto Datafolha.

DR

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

No levantamento anterior, feito em julho último, Bolsonaro era rejeitado por 51% dos inquiridos, que avaliaram o seu Governo como “ruim ou péssimo”, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, responsável pela divulgação da sondagem.

O novo levantamento, que foi realizado de forma presencial entre segunda e quarta-feira e ouviu 3.667 pessoas em 190 municípios, ocorreu uma semana após um dos eventos mais polémicos a envolver o mandato do chefe de Estado brasileiro.

No último dia 07, Bolsonaro fez graves ameaças às instituições do país, quando, perante milhares de apoiantes, incentivou à desobediência de ordens do Supremo Tribunal Federal e a decisões do Parlamento contrárias aos seus interesses.

O seu posicionamento causou uma imensa onda de críticas de parlamentares, do próprio Supremo e até de partidos políticos da sua base aliada, levando Bolsonaro a recuar numa “declaração à nação”, em que assegurou que não teve “intenção de agredir” os demais poderes.

Na sondagem hoje divulgada, o chefe de Estado foi avaliado como “bom ou ótimo” por 22% dos inquiridos, uma oscilação negativa face aos 24% que obteve no levantamento anterior e que já indicava o pior índice do seu mandato.

A percentagem dos que o consideram “regular” ficou em 24%, o mesmo índice registado em julho.

A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais, em ambos os sentidos.

A reprovação de Jair Bolsonaro mantém uma tendência de aumento desde dezembro do ano passado.

Neste levantamento, o Datafolha identificou um aumento mais expressivo da rejeição ao Presidente entre quem ganha entre cinco e 10 salários mínimos (aumento de 41% em julho para 50%) e entre as pessoas com mais de 60 anos (de 45% para 51%).

Bolsonaro passou a ser mais rejeitado nas regiões norte e centro-oeste (16% da amostra), onde costuma ter mais apoio e de onde saíram muitos dos camionistas que ameaçaram invadir o Supremo Tribunal Federal nas manifestações de 07 de setembro.

No segmento evangélico, uma das principais bases de apoio de Jair Bolsonaro, a reprovação ao Presidente já subiu 11 pontos desde janeiro, e hoje está superior (41%) à sua aprovação (29%).

Em comparação com os agora ex-presidentes do Brasil, Bolsonaro só perde para Fernando Collor, que em meados de 1992 já enfrentava a sombra de um pedido de destituição, que o levou à renúncia do cargo no fim daquele ano. Na ocasião, Collor alcançou 68% de ruim/péssimo, 21% de regular e apenas 9% de ótimo/bom.

PUB