Presidente da Bulgária pede ao terceiro partido para formar Governo

Rumen Radev mandatou o Partido Socialista, terceira formação política no Parlamento, para formar um Governo. O líder do Partido Socialista diz que a população necessita de calma e confiança.

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Lusa

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O Presidente búlgaro Rumen Radev mandatou esta segunda-feira o Partido Socialista (BSP), terceira formação política no Parlamento, para formar um Governo, após terem fracassado as duas anteriores tentativas.

Apesar de serem escassas as hipóteses de sucesso do BSP, o seu líder Georgi Svilenski indicou que vai convidar as três formações da anterior coligação para uma nova tentativa.

Svilenski disse a Radev que fará todos os esforços para garantir um novo Executivo, porque a população necessita de calma e confiança, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).

Esta iniciativa surgiu após os dois principais grupos parlamentares terem falhado na tentativa de ultrapassar a mais recente crise no país balcânico, membro da União Europeia (UE) e da NATO e num contexto de crescentes tensões com a Rússia.

O derrube do governo pró-ocidental de Kiril Petkov, que assumiu funções em dezembro passado com um programa de tolerância zero à corrupção, poderá implicar legislativas antecipadas, com os analistas a admitirem um significativo reforço das forças nacionalistas e pró-russas no Parlamento.

Os socialistas indicaram que vão propor que o candidato a primeiro-ministro seja proveniente do Continuemos a Mudança (PP), pelo facto de constituir o maior grupo do hemiciclo.

No caso de falhanço das negociações, o Presidente deverá optar pela dissolução do Parlamento, designar um executivo de transição e anunciar a data do próximo escrutínio legislativo.

Neste caso, a votação deverá decorrer em outubro, no que serão as quartas eleições legislativas na Bulgária desde abril de 2021.

Os analistas políticos consideram que o desfecho eleitoral poderá agravar o impasse político que tem caracterizado o país mais pobre da UE e implicar o prosseguimento da instabilidade, numa situação de crise económica acentuada que poderá ainda comprometer a adoção do euro como moeda nacional, prevista para 2024.

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