Partido Socialista surpreende e vence com maioria absoluta

O Partido Socialista obteve maioria absoluta nas legislativas antecipadas deste domingo, elegendo 117 deputados. António Costa falou numa “noite especial” e disse que esta será uma “maioria de diálogo”.

NR

RFI

RFI

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

O Partido Socialista obteve maioria absoluta nas legislativas antecipadas deste domingo, a segunda desde 2005, elegendo 117 deputados.

“Uma noite muito especial para nós e uma vitória de humildade, da confiança e pela estabildade”, reconheceu António Costa.

O primeiro-ministro afirmou que esta maioria “nasce da vontade dos portugueses”, salientando que esta maioria absoluta não é um poder absoluto, nem governar sozinho, esta maioria será uma maioria de diálogo.

 

Rui Rio admite demitir-se

O PSD foi o segundo partido mais votado, elegendo 76 deputados, resultados que ficaram muito abaixo das expectativas do líder do partido. Em conferência de imprensa, Rui Rio disse: “não consigo argumentar a minha utilidade para o partido”, admitindo demitir-se se o Partido Socialista alcançasse a maioria absoluta.

Chega passou

O Chega é a terceira força política no Parlamento com 12 deputados. André Ventura garantiu que “o Chega será a grande alternativa de direita para substituir o PS no poder”.

“Portugal é hoje mais liberal”

A Iniciativa Liberal é outra das surpresas desta noite eleitoral. O partido de João Cotrim Figueiredo é, a partir de hoje, a quarta força política em Portugal com 8 deputados. O líder da Iniciativa Liberal lembrou que “é possível ganhar votos sem ser populista e extremista”, reconhecendo que “Portugal é hoje mais liberal”, graças ao voto de mais de 260 mil liberais”.

 

João Cotrim Figueiredo acrescentou que um dos compromissos do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal “será aquela oposição firme, constante e implacável ao socialismo que há tanto tempo nos desgoverna”.

 

CDU: A quinta força política

O Partido Comunista elegeu seis deputados e passou a ser a quinta força política do país. Jerónimo de Sousa lamentou a “quebra eleitoral” e a perda de deputados no Parlamento, acusando o PS de promover a “bipolarização”.

 

Bloco de Esquerda assume mau resultado

O Bloco de Esquerda reduziu a sua presença na Assembleia da República, elegendo cinco deputados, mas perdendo 14. Catarina Martins assumiu que “o resultado do Bloco de Esquerda é um mau resultado, é uma derrota”.

A líder bloquista assegurou que “cada deputado racista eleito no Parlamento português é um deputado racista a mais e cá estaremos para os combater todos os dias”.

O Livre e o PAN elegeram ambos um deputado, sendo que o PAN perdeu três lugares no hemiciclo.

 

Líder do CDS-PP apresenta demissão

O CDS-PP, com cerca de 50 anos de história, foi um dos grandes derrotados destas eleições. Não tendo eleito nenhum deputado, Francisco Rodrigues dos Santos admitiu a derrota e apresentou a sua demissão do partido.

Por apurar estão ainda os votos do círculo eleitoral da emigração, que elege quatro assentos parlamentares. Nestas eleições legislativas a abstenção ficou a rondar os 42%.

PUB