Covid-19: Progressão da doença na Europa inquieta OMS

De forma a conter uma reincidência de infeções por Covid-19, o executivo britânico anunciou novas restrições no nordeste de Inglaterra. Em cidades como Sunderland ou Newcastle, o convívio entre pessoas de diferentes agregados está interdito, a partir desta sexta-feira. O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde para a Europa alterou, de forma preocupante, que as taxas de transmissão da Covid-19 no continente são "alarmantes". Hans Kluge sublinhou que a contabilidade de novos casos também é um indicador do número de testes realizados e disse que o mês de setembro deve servir de alerta

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde para a Europa alterou, de forma preocupante, que as taxas de transmissão da Covid-19 no continente são “alarmantes”. Hans Kluge sublinhou que a contabilidade de novos casos também é um indicador do número de testes realizados e disse que o mês de setembro deve servir de alerta.

“Os casos semanais excederam os reportados durante o primeiro pico da pandemia na Europa em março. Na semana passada, o número total de casos na região superou as 300 mil pessoas. Mais de metade dos países europeus deram conta de um aumento de mais de 10% de casos nas últimas duas semanas”, referiu Hans Kluge.

De forma a conter uma reincidência de infeções por Covid-19, o executivo britânico anunciou novas restrições no nordeste de Inglaterra. Em cidades como Sunderland ou Newcastle, o convívio entre pessoas de diferentes agregados está interdito, a partir desta sexta-feira.

Bares e restaurantes terão apenas serviço à mesa e devem encerrar entre as 22:00 e as 5:00.

“Posso garantir a todas as pessoas afetadas que não tomamos estas decisões de ânimo leve. Concordamos que devemos seguir os dados e atuar. Os dados indicam que devemos atuar agora para podermos controlar o vírus”, lembrou o ministro da Saúde, Matt Hancock, durante uma declaração na Câmara dos Comuns.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais dez pessoas e foram confirmados mais 770 casos de Covid-19, o que representa um aumento de 1,2% face ao dia anterior e o pior registo desde 10 de abril, em pleno período de regresso às aulas.

A Organização Mundial da Saúde adverte contra um relaxamento das medidas na Europa e o diretor do braço europeu da organização diz que este novo agravamento de casos em setembro deve servir de aviso para o inverno.

As autoridades do Reino Unido preparam-se para mais casos de Covid-19 nos meses mais frios, com mais restrições e um reforço do sistema nacional de saúde.

No nordeste da Inglaterra, foram aplicadas mais medidas, incluindo a proibição de socializar mesmo dentro das famílias.

O número de novos casos de covid-19 tem vindo a aumentar na Europa e a Organização Mundial da Saúde pede atenção para os números de setembro que vão espelhar-se nos próximos meses.

O diretor da Organização Mundial da Saúde na Europa diz que, no verão e na primavera, o “velho continente” assistiu ao impacto das medidas aplicadas no início da pandemia, admitindo que “os esforços valeram a pena.”

Para Hans Kluge, “o número de casos em setembro deve servir de alerta para todos” porque demonstram “taxas de transmissão alarmantes em todo o continente.”

O número de casos aumenta e, mesmo com mais medidas em Lyon e em Nice, o governo francês decidiu encurtar de 15 para 7 dias o período de quarentena dos casos suspeitos.

O responsável pela pasta da saúde do governo diz que as restrições vão aumentar nas cidades enquanto o número de internados nos cuidados intensivos continue a crescer.

“Se a situação de saúde não melhorar e o número de pessoas que entram nos cuidados intensivos continuar a crescer, medidas ainda mais fortes podem ser necessárias.”, disse Olivier Véran, Ministro da Saúde da França.

Regras mais apertadas que acontecem também em Madrid. Com o número de novos casos a disparar, o governo local vai anunciar novos confinamentos na zona do país.

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