Turismo na Lunda Norte carente de investimentos

A directora do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos na Lunda Norte, Esmeralda Maximata, convidou hoje, domingo, os empresários nacionais e estrangeiros a investirem na indústria turística

DR

Angop

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on print

Em declarações à imprensa, sobre o aproveitamento dos pontos turísticos na Lunda Norte, a responsável avançou que a província detém um vasto património histórico-cultural e recursos naturais favoráveis para rentabilização.

Por esse facto, se torna pretensão do governo da província, e no âmbito da diversificação da economia, transformar esses recursos em produtos geradores de empregos para os jovens e de arrecadação de receitas e riquezas para a população, contando assim com a pareceria do investimento privado.

Diz ser necessário que os cidadãos nacionais e estrangeiros tenham o conhecimento real das potencialidades existentes na província, para que os investidores possam fazer investimentos no sector do turismo.

Por isso, o governo local, através do gabinete da Cultura e Turismo, está a criar condições para dinamizar a divulgação das potencialidades do mosaico cultural local e de lugares naturais com vista a atrair os investimentos para o sector.

A responsável explicou que para concretizar esta tarefa conta com os meios de comunicação social e das redes sociais, pela capacidade de levar a informação o mais longe possível, no sentido despertar a sociedade a olhar para a Lunda Norte com outro interesse fora dos diamantes.

A Lunda Norte detém uma das sete maravilhas de Angola, a lagoa de Nakarumbo, onde as águas do rio Luxiko correm lentamente sobre ela, proporcionando um visual bastante agradável a todos que se deslocam àquela localidade.

Conta a lenda que, numa noite de frio, uma senhora de idade avançada, de nome Karumbo, que estava de passagem na aldeia onde é hoje a lagoa, pediu acolhimento e ninguém acedeu, à excepção de um aldeão.

De manhã a idosa recomendou que abandona-se o local, pois havia amaldiçoado a aldeia e ia transformá-la numa lagoa. A lagoa ganhou assim o seu nome.

Adjany Costa disse que o momento é de olhar para o Turismo como oportunidade, uma janela que se abre para o mundo rural, que pode, em certa medida, contribuir para o alcance dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), na qual o combate à fome e à pobreza, ao êxodo rural e às assimetrias regionais constituem grandes preocupações do Estado angolano.

Para a ministra, a reabertura do Turismo com segurança também deve ser feita com o engajamento de todos os intervenientes do sector.  Para Adjany Costa, as valências da nossa fauna e flora, os valores culturais dos povos são activos que podem ser aproveitados em favor do desenvolvimento das comunidades rurais. Para que tal aconteça, disse, precisamos de rever as políticas turísticas, cuja valorização dos territórios rurais, sejam o centro do desenvolvimento.

Destacou a criação de oportunidades fora dos grandes centros urbanos, “a preservação do património cultural e natural como o leme para colocar o turismo ao serviço do desenvolvimento rural”. “É bem verdade que este sector, bem explorado, com estratégias eficazes, pode ser uma grande força (alternativa à agricultura) para o alavancar da economia rural”, referiu a ministra.

O governador provincial da Lunda Norte, Ernesto Muangala exortou no distrito do Dundo, aos investidores nacionais e estrangeiros a prestarem maior atenção no turismo e na agricultura ao nível da província. O governo da Lunda Norte identificou mais de 50 áreas turísticas.

O governante que falava à margem da visita efectuada ao sector da cultura, turismo, juventude e desporto, por ocasião do 27 de Setembro, dia mundial do turismo, salientou as inúmeras áreas turísticas da província e terrenos favoráveis à agricultura e pecuária para captação de investimos.

Sublinhando no entanto, a melhoria de 75% do acesso rodoviário que noutro ora suscitava empecilho as potenciais empresas interessadas, tendo instado aos utentes dos referidos locais a observância do saneamento do meio, por formas a garantir um ambiente saudável para todos os citadinos que aí acorrem.

Por seu turno, o director do Museu do Dundo, André Ilunga que apresentou os actuais planos metodológicos de acções que visam a melhoria dos serviços prestados ao público, afirma que com a implementação das maquetes de armadilhas para animais e aves, das oito peças resgatadas em 2017 e a remodelação das salas concorridas, aumentou a atração de visitantes locais e não só.

PUB