Petróleo rendeu 486,2 mil milhões em Março

As exportações petrolíferas angolanas do mês de Março renderam ao país 486,2 mil milhões de kwanzas, mais 154,7 mil milhões em relação aos 331,7 mil milhões de Fevereiro, segundo o relatório da Direcção de Tributação Especial da Administração Geral Tributária (AGT), publicada na página institucional do Ministério das Finanças.

DR

JA

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Angola exportou cerca de 30,6 milhões de barris ao preço médio de 45,74 dólares.

Segundo dados  da Concessionária Nacional, Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), nesse mês, foi de 379,2 mil milhões de kwanzas. Em termos consolidados, o I Trimestre deste ano rendeu já às contas do país mais de um bilião de kwanzas em exportações petrolíferas, alinhando-se com as previsões orçamentais.

Nos dois primeiros meses deste ano, a receita fiscal petrolífera atingiu o valor de 633,7 mil milhões de kwanzas, com a exportação de 71 milhões de barris de crude.
Segundo os dados da Direcção de Tributação Especial da AGT, em Fevereiro as receitas cifraram-se em 331,7 mil milhões, com a exportação de 34,6 milhões de barris ao preço médio de 55,79 dólares. Comparando com o mês de Janeiro, deste mesmo ano, os dados apontaram para um aumento das receitas fiscais petrolíferas na ordem dos 8,7 por cento.
Em Janeiro, as receitas petrolíferas atingiram os 302,5 mil milhões de kwanzas, numa altura em que foram exportados 36,7 milhões de barris de petróleo, ao preço médio de 49,62 dólares.
Estiveram na base da referida receita, de acordo com as declarações fiscais submetidas à AGT pelas companhias, que inclui a Concessionária Nacional – Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), o Imposto sobre o Rendimento do Petróleo (IRP), sobre a Produção do Petróleo (IPP) e sobre a Transacção do Petróleo (ITP).
Do total da receita, nos dois meses (Janeiro e Fevereiro), os valores da Concessionária Nacional “Agência Nacional de Petróleo e Gás” foi de 435,8 mil milhões de kwanzas.

OPEP decidiu aumentar a produção de petróleo a partir de Maio

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados decidiram hoje aumentar gradualmente a produção de petróleo a partir de Maio, indica um comunicado divulgado no ‘site’ da organização.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e o grupo de dez aliados decidiram hoje aumentar as quotas de produção de Angola até julho deste ano, alargando a produção até 1,3 milhões de barris diários.

“Para o mês de maio, Angola passa a produzir 1,283 mbpd (milhões de barris diários), sobe para 1,298 mbpd em junho e 1,319 mbpd em julho”, lê-se numa nota do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, que ocupa a presidência rotativa desta organização.

“O Presidente do Comité Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC, na sigla em inglês) saudou o desempenho positivo dos países da Organização e anunciou que, de acordo a conformidade geral, os ajustes de produção observados em março de 2021, foram de 115%, reforçando a tendência de alta conformidade desses países”, aponta-se ainda no comunicado.

A próxima reunião do JMMC e a 17ª reunião ministerial da OPEP+ terão lugar ambas no mesmo dia, a 1 de junho, foi ainda anunciado.

Angola assumiu a presidência rotativa da organização em plena pandemia de Covid-19. Especialistas não esperam soluções milagrosas para o “choque” no mercado petrolífero.

O país participou a 04 de Janeiro, de uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) convocada para apoiar os esforços internacionais a fim de manter os preços dos barris estáveis.

Os países membros do bloco petrolífero e os convidados a participar do encontro ficaram divididos sobre os planos de aumentar a produção a partir de fevereiro devido ao aumento dos preços. Isso ocorre numa altura em que especialistas preveem vários desafios de Angola na presidência da OPEP.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino de Azevedo, considerou na ocasião que as projeções da OPEP, de crescimento da procura de petróleo bruto em cerca de 5,9 milhões de barris dia, uma “reviravolta bem-vinda” num mercado devastado pela Covid-19.

Durante a 13.ª reunião ministerial da OPEP, Diamantino de Azevedo referiu que 2020 não foi fácil para nenhum dos Estados-membros, porque a Covid-19 foi “um golpe” para as suas economias. “Abriu profundos buracos nos orçamentos e atrasou significativamente os planos de investimento”, acrescentou. “Estamos fazendo a transição da gestão da crise para o apoio à recuperação global.”

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