Ex-ministro da Economia, Abraão Gourgel assume comando do Banco Yetu

Abrahão Gourgel, que já foi ministro da Indústria, da Economia, das Finanças, governador do BNA e PCA do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), garante a abertura de mais agências pelo País, elevar os canais de ATM (Multicaixas) e aprimorar na qualificação do pessoal em serviço no banco.

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DIndep

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O Banco Yetu pretende, no período 2021 a 2023, posicionar-se entre as principais referências do sector bancário angolano e acelerar a inclusão financeira e a melhoria dos investimentos na economia, tendo para tal remodelado os órgãos sociais, com a entrada na gestão de Abrahão Pio dos Santos Gourgel e Mário Gavião Gourgel, como presidentes de Conselho de Administração e da Comissão Executiva.

Durante o acto de posse, ocorrido dia 20 de Abril, na sede do banco, em Luanda, o presidente da Mesa da Assembleia, Elias Chimuco, disse que quer um banco à disposição do País, da economia e que ajude o Governo a cumprir os desafios de geração de riqueza e bem-estar às pessoas.

Elias Chimuco ressaltou, de igual modo, os resultados alcançados pelo banco, dirigindo palavras de elogio aos anteriores gestores. Ainda assim, disse que o triénio 2021-2023 é, no entendimento dos accionistas, uma ocasião para lançar-se o banco no topo dos bancos activos.

O presidente do Conselho de Administração, Abrahão Pio Gourgel, entende que o Banco Yetu deverá melhorar de forma contínua o desempenho, em cumprimento às disposições regulamentares do Banco Nacional de Angola (BNA). Nesse sentido, o gestor quer trabalhar para chegar aos 6 mil milhões Kz em lucros no triénio 2021-2023 e superar os 4,1 mil milhões de 2020.

Uma garantia dada por Abrahão Gourgel, economista formado em Berlim (Alemanha) e que já foi ministro da Indústria, da Economia, das Finanças, governador do BNA e PCA do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), é a abertura de mais agências pelo país (promete abrir ao menos mais dois balcões já neste semestre), elevar os canais de ATM (Multicaixas) e aprimorar na qualificação do pessoal em serviço no banco.

Quanto às contratações de novos quadros, assumiu que, quaisquer profissionais da banca, disponíveis e com qualificação técnica, no momento em que houver admissões, certamente, serão admissíveis sem representar vantagem ou desvantagem o facto de já terem trabalhado num ou noutro banco do mercado.

Por sua vez, Mário Gavião afirma ir para um banco com solidez, mas que, como qualquer outro “player” da banca, precisa melhorar permanentemente para atender os desafios actuais do mercado.

O presidente da Comissão Executiva não abriu os detalhes do Plano Estratégico do banco aprovado pelos accionistas, mas assume ser um documento aberto para melhorias e ser isso mesmo que o grupo, ora empossado, deverá fazer. Quando questionado sobre eventuais conflitos com o facto de Mário Gavião ter deixado as funções públicas de presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), argumentou não haver incompatibilidade, nem legislação que proíba.

No mais, acrescentou, quaisquer informações que tenha em posse, fruto dos anos de gestão nas funções públicas, face aos novos desenvolvimentos, as mesmas já estão ultrapassadas.

Para Mário Gavião, manter em segredo a acção estratégica do banco definida pelos accionistas visa assegurar um banco competitivo e capaz de dar resposta aos anseios dos clientes, para os quais viram toda a atenção da gestão no triénio.

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