Crédito malparado chega a 4,1 mil milhões de dólares

O valor do crédito malparado na banca angolana foi calculado, em Fevereiro último, no equivalente a 4,1 mil milhões de dólares, representando uma taxa inadimplência de 35,7 por cento, declarou a directora da agência de cobrança da Positiva, durante uma conferência consagrada ao “Crédito Malparado: Soluções e Estratégias para Angola”, realizada ontem, em Luanda.

DR

JA

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Alcimere Noventa acrescentou que, nos últimos quatro anos, Angola tem registado uma forte dinâmica de crescimento do crédito malparado, com os números a duplicarem de 2016 para 2017, quando passaram de 13,1 para 28,8 por cento, até atingir-se a taxa de 35,7 por cento, em Fevereiro último.

Alcimere Noventa apontou como principais traços do mercado a informação frágil e o crescimento deficitário, calculado 11 por cento em 2014, 13,1 em 2016, 28,8 em 2017, 28,3 por cento no ano a seguir e 28,1 por cento no ano passado.

A responsável da Positiva, uma empresa que está a trabalhar com dois bancos comerciais na recuperação do malparado, adiantou que o crédito bancário está avaliado no equivalente 14,67 mil milhões de dólares, enquanto, o “stock” do crédito malparado da banca atingiu 10,1 mil milhões de dólares.

Uma pesquisa da agência envolvendo 30 empresas ligadas aos serviços públicos, seguradoras, serviços, banca e telecomunicações aponta que todas, ou 100 por cento delas, possuem problemas relacionados ao cadastramento ou de cadastramento pobre (sem informações essenciais), 95 por cento não têm sistema de gestão de recibos para gerir a base de clientes de forma a antecipar problemas de cobrança, enquanto 90 por cento não conseguem garantir acções fectivas de cobrança sobre os atrasos.

A directora anunciou que a Positiva, uma empresa de capitais 100 por cento angolanos e única a operar nesse segmento do mercado, vai introduzir soluções tecnológicas e estratégicas para reverter o cenário do malparado, auxiliando as empresas a organizarem recibos e carteiras de devedores, de forma a acelerar os processos de reestruturação, aumentar o poder negocial entre as empresas e os seus clientes e recuperar o malparado.

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