BNA diz que inflação no país continua no percurso de desaceleração

O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM/ BNA) reúne, no próximo dia 26 de setembro, com os olhos postos na estabilidade da moeda e dos preços na economia.

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JC

A reunião acontece numa altura em que a inflação continua a trajectória decrescente, situando-se, no mês de Junho, em 23 por cento, abaixo dos 27,6 de Janeiro e dos 25,8 de Abril, com base nos dados de Junho do último Comité de Política Monetária do BNA. Este comportamento, segundo argumentou, o banco central num comunicado, reflecte o curso de política monetária, a apreciação do kwanza face ao dólar norte-americano e a estabilidade da oferta de bens essenciais de amplo consumo.

Os preços de grande parte das classes que compõem o Índice de Preço no Consumidor Nacional (IPCN) têm desacelerado, com realce para as classes de Alimentação e Bebidas não Alcoólicas, Comunicações e de Hotéis, Cafés e Restaurantes.

O Banco Nacional de Angola perspectiva assim uma taxa de inflação ligeiramente abaixo de 18 por cento no presente exercício económico, mantendo-se o objectivo de inflação em torno de um dígito no médio prazo. Os dados do Ministério das Finanças, baseados nos relatórios de preços do Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que nos anos 2013 e 214 viveu-se o melhor período da inflação, com taxas de um dígito, seja na média, fosse nos valores acumulados e homólogos, situação que se iniciou a inverter já em Dezembro de 2015, quando se fixou nos 10 por cento, contra os 9,47 de Novembro. Daí em diante, isso é em 2016, de uma taxa média de 10,73 por cento, em Janeiro, fechou o ano nos 30,87.

Os seis primeiros meses de 2017 foram “terríveis” para os preços na economia, com a inflação a subir de 33,07 (Janeiro) para os 37,21 por cento, em Junho. A partir dali, sob efeitos do Plano de Estabilização Macroeconómica adoptado pelo Governo começa-se a assistir uma clara inversão, tendo os 36,42 por cento de Julho dado lugar, em Dezembro do mesmo ano, à taxa de 29,90. Em 2018, de 28,54 no mês de Janeiro, a inflação fechou o ano nos 19,66 por cento. O ano 2019 manteve a trajectória de descida. Os 19,30 por cento de taxa média em Janeiro deram lugar a 17,10 por cento do mês de Dezembro. Era, claramente, um novo ciclo de recuperação económica. Incertezas Já o ano de 202.

TODO O ANO DE 2021 FOI DE ALTA ACENTUADA, INICIANDO-SE EM JANEIRO NOS 22,62 POR CENTO, TENDO FECHADO EM DEZEMBRO NOS 25,58 POR CENTO
Incertezas Já o ano de 2020 não trouxe consigo “boas notícias”. Os temores face à pandemia da Covid-19, que apertava o cerco da China e de várias economias na Europa e Estados Unidos, obrigando ao fecho de fronteiras e, consequentemente, paralisando o comércio internacional, chegam a Angola, com a declaração de Estado de Emergência em Março de 2020.

A inflação de 17 por cento até aquele mês (Março) chega aos 17,56 em Abril e 17,91 em Maio. Em Junho, a inflação subiu para 18,35 por cento e no final do ano estava o país a observar uma inflação média de 22,05 por cento ante uma taxa acumulada de 25,10 e iguais 25,1 na variação homóloga, sob uma taxa mensal de 2,06 por cento. Todo o ano 2021 foi de alta acentuada, iniciando-se em Janeiro nos 22,62 por cento, tendo fechado em Dezembro nos 25,58 e uma taxa acumulada e a homóloga fixa acima dos 27 por cento.

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