Banco Mundial altera estrutura para África

A carteira regional do Banco Mundial para a África Subsaariana será doravante gerida por dois vice-presidentes, com a entrada em vigor, desde o início deste mês de Julho, de um novo quadro orgânico.

Edições Novembro | Edmundo Eucílio (Bengo)

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Conforme anunciado no início do ano, a África Ocidental e Central passam a ter uma vice-presidência e a outra para a África Oriental e Austral, um sinal do forte compromisso da instituição para com o continente.

A reestruturação do Departamento do Banco Mundial para África em duas vice-presidências deve permitir um maior foco no progresso dos países.

Quanto à criação de uma nova vice-presidência, faz parte dos esforços contínuos do Grupo Banco Mundial de alinhar os seus recursos com as prioridades, algo que a instituição acredita que irá ajudar a impulsionar as reformas e políticas necessárias para alcançar um crescimento sustentado e com uma ampla base, aliviar a pobreza e elevar o nível de vida das pessoas no continente.

Até então, a região Subsaariana foi liderada, desde 2018, por Hafez Ghanem, que agora assume as funções de vice-presidente para a África Oriental e Austral.

Hafez Ghanem é um cidadão egípcio-francês, especialista em desenvolvimento com mais de 30 anos de experiência. Lidera as relações com 26 países e supervisiona mais de 280 projectos, totalizando mais de 49 mil milhões de dólares.

Para a África Ocidental e Central foi indicado Ousmane Diagana, um cidadão mauritano com mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento e que entrou para o Banco Mundial em 1992.

Ousmane Diagana ocupou já vários cargos técnicos e de gestão, incluindo o de director nacional para o Mali, Níger, Chade, Guiné Conacri, Costa do Marfim, Burkina Faso, Benin e Togo.

A nomeação de Ousmane Diagana surge no momento em que o Banco Mundial procura reforçar a execução do seu programa para África e melhorar ainda mais o seu enfoque operacional nas carteiras regionais, para apoiar as melhorias de transformação possíveis.

“Sinto-me honrado por liderar os esforços do Banco na África Ocidental e Central, com um forte enfoque na inovação, impacto e transformação”, disse.

Garante trabalhar em conjunto com Hafez, pois acredita que só assim poder-se-á fazer mais e melhor, para colocar os países africanos e as pessoas em primeiro lugar, além de encontrarem-se maneiras de enfrentar os desafios actuais de desenvolvimento, pela utilização de todas as ferramentas disponíveis.

Este ano, o Banco Mundial deve providenciar empréstimos na ordem de 50 mil milhões de dólares a 48 países da África Subsaariana, mais do que qualquer outra região, o que representa cerca de um terço de toda a carteira da instituição. Estes volumes de financiamento são quase o dobro do que a região providenciou há dez anos.

Novo financiamento
O Banco Mundial aprovou, ontem, um financiamento de 245 milhões de dólares para apoiar a construção de infra-estruturas para a África Austral e Oriental, a primeira iniciativa do género no continente, segundo dados reportados pela Lusa.

O projecto de financiamento da infra-estrutura regional pretende expandir o financiamento de longo prazo às empresas privadas no sector energético, bem como nos transportes, logística e área social, de acordo com um comunicado distribuído pelo banco.

De acordo com a nota do banco, a operação agora lançada vai ajudar a lidar com a diferença de financiamento na região e “estará focada no sector privado, com o objectivo de mobilizar mais 975 milhões de dólares (571,7 mil milhões de kwanzas) em financiamento privado, além dos fundos providenciados pelo IDA.

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