Angola arrecadou 3,8 mil milhões com a venda de diamantes de 2017 a 2020

Angola comercializou nos últimos três anos 35 milhões de quilates de diamantes, que resultaram em 4,6 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros) de receitas para o país, informou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás.

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Lusa

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O dado foi avançado por Diamantino de Azevedo na abertura do 6.º Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, realizado em Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte, que hoje terminou.

 

Segundo o ministro, a produção em 2017 foi de 9,1 milhões de quilates, em 2018 de 9,4 milhões de quilates, em 2019 de 9,1 milhões de quilates, e em 2020 de 7,9 milhões de quilates.

 

O ministro realçou que para tornar mais transparente a comercialização e exportação de diamantes brutos foi implementada uma plataforma ‘online’ para a realização de vendas nas modalidades de ‘tenders’/leilões.

 

O governante frisou que durante este período foi incrementada a atividade de beneficiação dos diamantes angolanos, com a inauguração de três novas fábricas de lapidação da pedra preciosa em Luanda, facto que contribui para o alargamento da base de valor acrescentado do diamante e expansão da cadeia de valor, como o aumento da capacidade instalada de produção para 360 mil quilates anual.

 

De acordo com o ministro, está em curso a construção do Polo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, na província da Lunda Sul, cuja previsão de inauguração ainda este ano.

 

A infraestrutura, avaliada em 77 milhões de dólares (65 milhões de euros), salientou Diamantino de Azevedo, tem como objetivo congregar naquela localização estratégica do país empreendimentos adequados e necessários ao fomento e dinamização de empresas ligadas ao setor mineiro, com foco na cadeia de valor do diamante.

 

“Com a entrada em funcionamento deste empreendimento, perspetiva-se a abertura de mais quatro fábricas de lapidação com uma capacidade de produção global de 341 mil quilates por ano, e centros de formação para o segmento da lapidação e para o apoio à indústria mineira”, frisou.

 

Ainda sobre o desenvolvimento do setor dos diamantes, o governante angolano destacou os passos significativos para a implementação da Bolsa de Diamantes de Angola, nomeadamente a identificação do espaço de funcionamento provisório, do local para a construção da estrutura definitiva, o início dos concursos para seleção de empresas para realização de ‘tenders’ e a implementação da unidade de acidificação de diamantes.

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