João Mulima previne retorno à competição

O director do Centro Nacional de Medicina do Desporto, João Mulima, previne o regresso das competições desportivas e considera prematuro apontar datas, face ao número crescente de casos do novo coronavírus nas últimas semanas, em Luanda.

DR

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De acordo com um documento a que o Jornal de Angola teve acesso, o retorno das provas obriga a um compromisso rigoroso de atletas, treinadores, dirigentes e pessoal de apoio, além de obedecer a seis factores determinantes: situação sanitária do país, condição clínica dos desportistas, tipo de desporto, grau de contacto, local e meio de realização, e capacidade de cumprimento de todas as recomendações de biossegurança.

“Apesar dos desportos de baixo risco exigirem medidas mais leves não é recomendável a retoma de qualquer actividade desportiva neste momento. Portanto, o retorno fica dependente de uma data a determinar em função da evolução sanitária”, aconselha Mulima. O especialista classifica as modalidades de acordo com o risco de transmissão.

Assim sendo, o xadrez, atletismo, tiro aos pratos, golfe, desportos motorizados, ginástica, halterofilismo, disciplinas náuticas, ténis de campo e de mesa, esgrima são tidas como as de baixa possibilidade de contágio.

Nos colectivos, o futebol onze, de praia, futsal, voleibol, hóquei em patins são vistos como moderados, ao passo que os desportos de contacto extremo como o basquetebol, andebol e lutas são classificadas como de alto risco.

A testagem é facultativa apenas para o primeiro grupo, estando os restantes obrigados a fazê-lo. O mesmo não se aplica na aferição da temperatura onde todos devem fazer incondicionalmente.

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