Benfica empata com Barcelona em Campo Nó

Águias do Benfica conquistaram ponto precioso graças a defesa de aço, numa partida em que Seferovic falhou uma chance incrível já nos descontos. Um empate com sabor a Victória, o que nunca tem sido fácil equipa portuguesa ir dividir os pontos na Espanha.

DR

JN

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Benfica conquista ponto precioso graças a defesa de aço, numa partida em que Seferovic falhou uma chance incrível já nos descontos

 

Numa partida de mil emoções, o Benfica empatou com o Barcelona, em Camp Nou, resultado que lhe permite sonhar alto com o apuramento para os oitavos de final. O cenário até poderia ter sido outro, caso Seferovic não tivesse desperdiçado uma oportunidade incrível nos descontos. Depois de tirar Ter Stegen do caminho, atirou ao lado.

 

Foi um jogo de nervos do princípio ao fim, com ambos os treinadores a apostarem forte em surpresas no onze. Jorge Jesus optou por André Almeida no eixo da defesa e em Yaremchuk, uma aposta que se revelou falhada. Não pela qualidade do ucraniano, mas porque os encarnados precisavam de um avançado móvel, que soubesse aproveitar as bolas longas.

Já o Barça entrou em campo com uma estratégia de três centrais, trunfo que foi escondido por Xavi. Na primeira parte, os catalães foram mais fortes, colecionaram duas oportunidades soberanas – Demir atirou à barra e Vlachodimos bloqueou um remate perigoso de Nico – e tiveram o mérito de secar João Mário e Rafa, duas peças superinfluentes nos encarnados. A chave do jogo dos catalães passou exatamente por aí e também pela qualidade dos seus passes. Ainda assim, coube ao Benfica a chance mais clara: a três metros da baliza, Yaremchuk cabeceou com tudo, mas o guarda-redes defendeu. Até ao intervalo, a equipa de Jorge Jesus poderia ter rendido mais, devido a algum desequilíbrio tático. Raramente ganhou segundas bolas e até parecia jogar com menos um, graças à supremacia do rival no meio campo.

No segundo período, o duelo manteve-se aceso e as substituições tiveram grande influência. Darwin trouxe mais largura ao ataque e, no Barcelona, a entrada de Dembélé foi um quebra-cabeças. Cada vez mais empurrados para trás, valeu-lhe, nessa altura, a partida monstruosa de Otamendi. Com várias interceções chave, impediu sempre o último passe ou remate, frente a um Barça, cada vez mais nervoso. Teve um golo anulado – ainda na primeira parte -, o que acentuou a tensão de uma equipa em crise, mas a verdade é que Benfica também nunca soube explorar essa fraqueza.

Nos últimos 10 minutos, teve espaço de sobra para ataques em superioridade numérica, mas nem Darwin nem Seferovic ou mesmo Pizzi tiveram calma suficiente para fazer a diferença. Taarabt atrapalhou mais do que jogou, mas a saída de João Mário deveu-se ao receio de já ter um cartão amarelo. Na baliza, Vlachodimos foi um gigante até ao fim.

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