São Tomé: Activistas que marcharam contra a violência feminina vão ser julgados

Os activistas que marcharam contra a violência feminina, em São Tomé, foram postos em liberdade, mas com o termo de identidade e residência, devendo comparecer diante da justiça, na próxima terça-feira, dia 22 de Junho, para julgamento.

AFP

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Os activistas que marcharam contra a violência feminina, em São Tomé, foram postos em liberdade, mas com o termo de identidade e residência, devendo comparecer diante da justiça, na próxima terça-feira, dia 22 de Junho, para julgamento.

A marcha juntou cerca de 300 pessoas, que protestaram contra o crime de violência doméstica em São Tomé e Príncipe, na sequência do homicídio de uma mulher, no sábado passado, pelo ex-companheiro.

 

De acordo com o comunicado emitido pela polícia, os manifestantes deviam ter-se concentrado “apenas na Praça da Independência”, conforme o pedido feito pelos seus organizadores, mas o grupo decidiu “arbitrariamente” continuar o corteja em direcção do Palácio do Governo, passando pela sede da Empresa de Água e Electricidade, e Cadeia central.

 

A polícia, por essa razão, viu-se obrigada a repor a ordem pública, acabando por deter 5 cidadãos, quatro mulheres. Os cinco activistas foram postos em liberdade sob o termo de identidade e residência e deverão comparecer diante da justiça, na próxima terça-feira, dia 22 de Junho, para o julgamento.

 

As mulheres de São Tomé e Príncipe consideram que são as principais vítimas de crimes violentos no país. Factores diversos estão na origem do aumento desses casos, nomeadamente,o elevado consumo de álcool. As mulheres pedem a alteração da lei de execução de penas e também da aprovação do estatuto da vítima.

 

O governo reconhece que a violência física contra as mulheres tem vindo a aumentar na sociedade santomense e repudia o comportamento que considera “desumano”.

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