Presidente de São Tomé e Príncipe exonera ministro da Defesa

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, exonerou o ministro da Defesa e Ordem Interna, Óscar Sousa, acusado de tentativa de golpe de estado, aceitando a proposta do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, segundo um decreto que a Agência Lusa teve hoje acesso.

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Lusa

Lusa

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“É exonerado Óscar Aguiar Sacramento e Sousa das funções de ministro da Defesa e Ordem Interna”, refere o decreto presidencial, datado de sexta-feira.

O Ministro da Defesa de S. Tomé e Príncipe acusado de tentativa de golpe de Estado

O Primeiro-ministro pediu a exoneração de Óscar de Sousa e assumiu a pasta até ser nomeado um novo titular para o ministério.

 

Jorge Bom Jesus tinha proposto, na quarta-feira, a exoneração de Óscar Sousa, acusado pela oposição de ter tentado um golpe de Estado.

 

“Sirvo-me do presente para (…) propor a vossa excelência senhor Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe a exoneração do ministro da Defesa e Ordem Interna, Óscar Aguiar do Sacramento e Sousa”, referia a proposta assinada pelo chefe de Governo datada de 11 de agosto.

 

No documento, o primeiro-ministro acrescentou que iria assumir interinamente as funções de ministro da Defesa e Ordem Interna e que a proposta para um novo ministro “será feita oportunamente”.

 

No mesmo dia, o partido Ação Democrática Independente (ADI) tinha pedido a demissão do ministro da Defesa são-tomense, que acusou de ter ordenado a detenção do Presidente da República e do primeiro-ministro, numa tentativa de golpe no país.

 

Num comunicado, o ADI afirmou que, no dia 07, Óscar de Sousa, “por sua livre iniciativa e em conluio com alguns oficiais e cidadãos comuns”, protagonizou uma ação a que chamaram de “intentona golpista”, “com a finalidade de deter tanto o Presidente da República como o primeiro-ministro, subvertendo a ordem constitucional”.

 

“O ministro da Defesa e Ordem Interna, não reúne condições para manter-se num tão importante cargo, pelo que o ADI exige do primeiro-ministro e chefe do Governo, a demissão imediata e incondicional do Sr. Óscar Sousa, das funções”, referiu um comunicado assinado pelo secretário-geral do partido, Américo Ramos.

 

O candidato Carlos Vila Nova, apoiado pelo ADI, foi o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais realizadas em 18 de julho, registando 43,3% dos votos. Guilherme Posser da Costa, apoiado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) foi o segundo mais votado, com 20,7% dos votos.

 

Após a proclamação dos resultados provisórios foram realizadas várias manifestações, trocas de acusações e denúncias de fraudes por causa do ato eleitoral.

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